domingo, 24 de abril de 2011

Oitavas-de-final Libertadores 2011

Antes de começar a palpitar sobre os emocionantes confrontos que virão na fase quente da Libertadores, palmas para meu brilhante desempenho. Acertei 13 dos 16 classificados e os três que me decepcionaram oferecem desculpas aceitáveis.
Comecemos pelo começo:

Grupo 1: apostei em Once Caldas e Libertad. Deu o inverso, mas, considerando que o que importa são os classificados, perfeito. Sobre esse grupo, sou obrigado a confessar que assisti a NENHUM jogo, então pouco posso falar.

Grupo 2: fui de Grêmio e Junior RESSALTANDO a possibilidade de que o Junior fosse o primeiro. Aliás, a campanha do Grêmio deve ser destacada pelo sofrível que foi. Se o Tricolor estivesse em um grupo um pouco mais complicado, não passaria e, se bobear, nem nesse grupo deveria ter obtido o êxito. Foi dominado pelo Oriente Petrolero na estreia e só conseguiu a vitória após um pênalti inexistente e depois uma entregada do goleiro adversário. No Peru também merecia ter perdido. Para completar, no jogo final fez o Oriente Petrolero parecer o Barcelona. O Junior mostrou ser um time muito interessante, com destaque para o 10 Giovani Hernández apesar de estar mal no campeonato local.

Grupo 3: apostei em Fluminense e Nacional e acabou entrando o América no lugar do Bolso. Aí preciso salientar uma das atuações mais COVARDES da história do futebol. O tradicional Nacional, jogando em casa, com um Centenário com quase 60 mil pessoas, jogou de forma mesquinha em busca de um mísero empate com o América que lhe daria a classificação caso o outro jogo, Argentinos Juniors x Fluminense, terminasse empatado ou com vitória carioca por não mais que um gol de diferença. Como começou mais tarde o jogo em Baires, o Fluminense fez o quarto gol e eliminou o Nacional que já estava de banho tomado no vestiário. Eliminação merecida. No mais, um América razoável, e um Fluminense carioca, ou seja, fraco, claudicante, defesa vulnerável e que aposta em seus talentos individuais. Não deve ir longe e merecia a eliminação caso justiça tivesse sido feita e não tivessem anulado um gol legítimo do Argentinos no Engenhão.

Grupo 4: mandei de Vélez Sarsfield e Universidad Católica e foi o que deu, invertendo as posições de classificação. O que justifica meu erro foi o jogo incrível em Liniers em que o Vélez, depois de estar ganhando de 3-1, deixou que os chilenos virassem e ganhassem de 4-3. No entanto, destaco o Vélez como um dos fortes candidatos ao título. É, disparado, o melhor time da Argentina e tem, além do entrosamento por manter o mesmo time e técnico nas últimas temporadas, belas individualidades como o tanque Silva, Martínez, Moralez e as jovens promessas que oscilam entre a reserva e a titularidade, Canteros e Rick Alvarez.

Grupo 5: fui de Santos e Colo Colo e errei. Entrou o Cerro Porteño no lugar do Colo Colo e ainda por cima ganhou o grupo. Bom, me desculpo mais uma vez, pois esse “erro” foi fruto do melhor jogo da competição até o momento em que os chilenos, após estarem ganhando de 2-0 em casa contra os paraguaios, permitiram a virada do time treinado por Astrada. Grande atuação de Fabbro, meio-campista argentino que destaco há várias temporadas e ainda sem chances em clubes grandes. Vale salientar a tradicional covardia chilena ao entregar um jogo ganho em casa. Vale lembrar a patética eliminação da Universidad de Chile ano passado contra o Chivas também em casa. O Santos foi uma decepção. Apesar da genialidade de Neymar e de alguns bons valores como Zé Eduardo, jogou sempre mal e só não ficou de fora, pois o Cerro jogou confuso e perdeu em casa para os abas retas da Baixada Santista.

Grupo 6: apostei no Internacional juntamente com o Emelec, mas acabou entrando o Jaguares, lanterna do campeonato mexicano. Esse grupo me dava apenas uma certeza: o Inter ganharia brincando. Não fizeram a quantidade de pontos que eu esperava, mas classificaram em primeiro. Em um grupo com um time da segunda divisão da Bolívia e outro lanterna no México, esperava mais pontos. O Emelec foi a grande decepção. Conseguiu ficar de fora mesmo estando em um grupo fácil. Vi nenhum jogo do Inter, mas sei que jogaram mal quase sempre. No entanto, considerando que o Inter tem o elenco mais caro do continente, é sim um dos candidatos.

Grupo 7: fui de Estudiantes e Cruzeiro, e deu o inverso. Apesar do excelente futebol do time mineiro, vale salientar que os confrontos contra o Estudiantes foram um pouco enganosos. Em Minas tivemos um Estudiantes começando melhor, mas contra um Cruzeiro que não errava, seus ataques eram todos gols. Em La Plata o Pincha começou muito forte mesmo jogando com time misto, perderam duas ou três chances claras e no primeiro ataque mineiro, gol. O Cruzeiro, se não faltar camisa, é um dos meus favoritos também.

Grupo 8: aí também fui traído por um fator não previsto por mim. Apostei em LDU e Independiente, mas quem ganhou a segunda vaga foi o gigante do continente, o Peñarol. Devido aos seus problemas com os “promedios” no campeonato argentino, o time de Avellaneda estava priorizando o torneio local e utilizou times mistos na competição continental. Começou bem, mas depois caiu. Mesmo assim, na última rodada bateu o Peñarol com Centenário lotado e ficaram lamentando os dois pontos desperdiçados jogando em casa contra a LDU quando ganhavam de 1-0 e, através de um gol contra, cederam o empate. Era mais time que o Peñarol que apostará mais na mística de ser o maior clube do continente do que no seu time. Há que se destacar alguns bons jogadores como o símbolo Pacheco e o habilidoso atacante Urretaviscaya.

Palpites para as quartas:

Cruzeiro x Once Caldas: não vejo chance de os mineiros não classificarem. O Once Caldas passa por graves problemas financeiros, cerca de três meses de atraso salarial e essa situação já fez com que seu desempenho excelente de início de campeonato colombiano caísse.

América x Santos: vou de Santos, mas abro chances de vitória mexicana. Jogam na altura e enfrentam um adversário que ainda não conseguiu jogar bem e que depende muito de jogadas individuais de Neymar, Zé Eduardo ou Elano.

Junior x Jaguares: aposto em uma tranquila classificação do Junior.

Cerro Porteño x Estudiantes: ano passado diria que o Estudiantes classificaria sem maiores dores de cabeça, mas é inquestionável a queda de desempenho do time de La Plata mesmo não tendo perdido muitos jogadores, mas com troca de técnico. Será uma disputa muito complicada, o Cerro vem com moral alta após a aguerrida e histórica classificação obtida em Santiago, mas ainda vou de Pincha.

Libertad x Fluminense: outro páreo duro. Não vi jogos do Libertad, mas fizeram uma bela campanha e é um clube que vem crescendo muito ultimamente. Do outro lado um Fluminense errático que mostrou pouco ou nada na primeira fase. Dou leve vantagem aos paraguaios.

LDU x Vélez Sarsfield: o Vélez é mais time. No entanto, a LDU tem o fator altura e quase sempre goleiam no jogo de ida. Além disso, os equatorianos estão poupando seus principais jogadores no torneio nacional enquanto que o time de Liniers segue com força máxima em ambas as competições. Considerando todos esses pontos, vou de LDU.

Internacional x Peñarol: outro confronto complicado. O Inter tem um elenco mais rico, infinitamente superior ao do Peñarol, mas é um grupo de jogadores que ainda não encontrou sua melhor forma, não há um time com nível nem perto do que esse grupo poderia alcançar. Para piorar, houve troca de técnico e o que chegou é um profissional novato. Se Falcão não conseguir arrumar o time, há chances para o Manya. Mas apostaria no meu arqui-rival.

Universidad Católica x Grêmio: jogando o que jogou, o Grêmio deve dar graças de estar nas oitavas. Do outro lado terá um time que oscilou dentro da competição, mas jamais colocou sua classificação em risco. Uma grande vitória de virada em Buenos Aires contra o Vélez mostrou que o time treinado por Pizzi, tem atributos para eliminar um grande clube como o Grêmio. Infelizmente, acho que os chilenos passam.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Semifinais UCL

Evidentemente que dessa vez o meu acerto foi de 66,66%. Todos os quatro confrontos das quartas-de-final da Champions League eram de fácil previsão de resultados, mas imagino que todos ficaram embasbacados com a facilidade com que o modesto Schalke despachou o atual detentor do título e campeão mundial, Inter Milan.

O Real Madrid passeou pelo Tottenham, foi quase tão fácil quanto a conquista da vaga pelo time alemão contra os milaneses, a única diferença foi que o resultado folgado do jogo de ida foi em casa. O Manchester U atropelou o Chelsea. Não foi tão fácil quanto os outros dois confrontos já citados, mas igualmente a ideia de que jamais o Manchester perderia a vaga para o Chelsea era forte. Duas vitórias contundentes e demonstração de muita superioridade de um time que não brilha, à exceção de alguns lances individuais de Nani, mas que é de uma objetividade e funcionalidade tática assustadora. Palmas para o velho Sir Ferguson.

No último confronto, bem, Barcelona contra quem seja sempre é quase impossível de esse “quem seja” ganhar, e não foi diferente. Não foi tão fácil como o resultado global de 6-1 aparenta, mas mesmo assim foi mais uma classificação cômoda catalã.

Agora as semis:

Barcelona x Real Madrid: não quero acreditar que mais uma vez o Barcelona vai golear o Real Madrid como vem fazendo nas últimas temporadas tanto em Barcelona quanto na capital espanhola. Nos últimos meses o Barcelona vem demonstrando uma maior dificuldade em ganhar seus jogos e muito isso eu considero devido ao sentimento de superioridade tão intenso que é impossível de tirar da cabeça do grupo de jogadores. No entanto, assim era no início do ano, eu me deixei levar e apostava em uma vitória madrilenha, mas daí veio a saraivada de 5-0 em pleno Bernabeu. Quando precisa, o Barcelona sabe e joga tudo que sabe e ganha, goleia, massacra. Dá Barcelona.

Manchester U x Schalke: o Barcelona e o Arsenal são os times que mais bem jogam futebol no mundo; no entanto, o time mais sólido e objetivo taticamente falando é, sem dúvidas, o time de Ferguson. É impressionante o momento vivido por duas legendas do futebol, Giggs, 37 anos, 21 anos de Manchester U e Van der Sar, 40 anos, melhor goleiro do futebol mundial nessa temporada até o momento.

Soma-se a isso a incrível capacidade de rotação de jogadores sem jamais perder sequer um parafuso de uma engrenagem quase perfeita. O Manchester lidera a Premier, está na semifinal da Copa da Inglaterra e na semifinal da Champions jogando com pelo menos 20 titulares. Berbatov, o artilheiro do time, é reserva na maioria dos jogos.

Nani de um lado e Rooney do outro, estão cada vez melhores. Quando entra Valencia, é mais problema para os adversários. Voltando a Rooney, está em uma temporada de poucos gols e isso não o abala. Segue em um crescente, jogando cada vez mais e sendo cada vez mais importante ao time fazendo gols que são sinônimos de pontos diretos.

Soma-se a essa mecânica ofensiva uma defesa comandada por um monstro, “the beast” como dizem os torcedores dos diabos vermelhos, Nemanja Vidic. Do outro lado um time que segue surpreendendo, e vem sem pressão e embalado comandado pelo experiente e maior artilheiro da história das Champions, Raúl. Dá Manchester com certa facilidade
para uma reedição da final de 2009.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Legalização

O tema das drogas jamais saiu de moda aqui na Colômbia. Evidentemente que as coisas melhoraram, mas esse passado sombrio ainda está presente. Em termos de mídia, quase todas as novelas e séries colombianas têm no narcotráfico seu principal tema. Soma-se a essa realidade a “transferência” do problema ao México. Os colombianos dizem que o México de hoje, com suas chacinas a atrocidades diárias, é a Colômbia de ontem, das décadas de 80 e 90, dos cartéis de Medelín e de Cali, dos “capos” Pablo Escobar e companhia.

O tema é constante e nunca sai de cena. Nos últimos dias o tema do aumento hediondo da violência causada pelas drogas no México me chamou muito a atenção e venho madurando uma mudança radical de opinião que foi definida após uma entrevista de Mario Vargas Llosa e após assistir uma reportagem sobre crianças mexicanas radicadas recentemente no Texas que, em trabalhos escolares onde deveriam desenhar suas famílias e amigos, o fizeram com desenhos que apenas configuravam cenas de violência: cadáveres, tiros, armas, corpos mutilados e, o que mais me comoveu, todas as personagens dos trabalhos tinham caras tristes e choravam.

Não posso ser considerado uma metamorfose ambulante, mas sim mudo rotineiramente de opinião desde que novos fatos surjam ou novos argumentos me impressionem. Posso dizer que, a partir de 2011, sou a favor da legalização das drogas.

O principal fator que me fez mudar tão radicalmente de opinião foi que desisti. É humanamente impossível controlar o tráfico de drogas. Há um programa no canal National Geographic que mostra o dia a dia dos patrulheiros das mais variadas fronteiras americanas. Na costa oeste americana, o fluxo de veículos que ingressam provenientes do México é de mais de 80 mil diariamente. Cada revista dura quase uma hora e os lugares onde a droga é escondida são os mais variados e inesperados. É possível parar 80 mil carros por dia? Não preciso responder.

Outro fato alarmante: a cada mega apreensão de drogas realizada, nada acontece com o preço da droga no mercado, ou seja, mesmo as grandes operações antidrogas com sucesso, são irrisórias se considerarmos a grandiosidade desse mercado ilícito.

As drogas ilícitas fazem tanto mal quanto a bebida alcoólica que é lícita. Por quê, então, a bebida alcoólica é lícita ou a droga é ilícita? Não saberia responder nada diferente a que bebida alcoólica paga imposto. Mesmo assim, se analisarmos mais profundamente, é um tremendo de um mau negócio para qualquer estado. Se gasta mais com os problemas causados pelo consumo de bebidas alcoólicas do que se arrecada com os tributos pagos por estas empresas. Violência, vandalismo, acidentes de trânsito, degradação da saúde, lotação de hospitais, tratamento médico, centros de reabilitação, enfim, é mau negócio se visto com olhos mais atentos. Em países mais desenvolvidos os governos já se deram conta dessa contradição há muito tempo e cobram impostos altíssimos em cima de bebidas alcoólicas e tabaco.

Nunca podemos esquecer-nos da Lei Seca no Estados Unidos do início do século passado. De um dia para o outro o álcool foi colocado na clandestinidade. A proibição gerou os grandes criminosos dessa época, alguns até míticos como Al Capone e resultou na desistência por parte do Estado que assumiu rapidamente a impossibilidade do controle dessa nova tendência criminosa. Então por que o Estado atual demora tanto para assumir o seu fracasso? O mundo tem que aceitar que fracassou e procurar alguma alternativa e eu não vejo outra saída do que a legalização. Muitos podem alegar que, com o avanço tecnológico, seria possível se fazer mais do que vem sendo feito; mas há de se considerar que o avanço tecnológico joga para os dois lados. Duvido que Al Capone transportasse bebidas dentro de submarinos ou nos estômagos de hipopótamos ou que fosse capaz de mudar o estado da
matéria para driblar a polícia.

O benefício imediato para o Estado seria a cobrança de impostos sobre um produto de muito sucesso mundo afora. Dá lucro ao Estado? Não, porque os gastos indiretos são muito mais onerosos; no entanto, pelo menos ajuda a pagar a conta.

Diria que os impostos obtidos através das drogas hoje ilícitas deveriam ser 100% destinados à saúde, uma espécie de CPMF tendo em vista que é o setor da saúde o que mais é onerado pelo mal das drogas.

Ainda falando sobre saúde, como as drogas passariam a ser legais, um controle de qualidade idêntico ao usado para qualquer outro produto seria ferrenho. Todos sabem
que, por mais incrível que possa soar, há drogas de “baixa” e de “alta” qualidade.

Alguns narcotraficantes utilizam caco de vidro, bicarbonato e outras porcarias para “fazer render” mais a droga e isso é ainda mais nocivo aos seus usuários. Com um forte controle sanitário e de qualidade, esse problema poderia ser fortemente diminuído. Vale a pena destacar alguns programas realizados em países desenvolvidos que oferecem gratuitamente drogas injetáveis aos seus usuários. Muitos bradam sobre o quão absurdo é a população pagar, através de seus impostos, drogas para viciados.

O argumento desses estados é de que se deixa de desperdiçar dinheiro e vagas de hospitais com pessoas infectadas por doenças ou com danos causados pelo abuso de drogas que acabam sendo extremadamente onerosos à máquina pública, e esses problemas são causados por overdoses ou consumo de drogas de baixa qualidade algo que é evitado quando o estado assume o papel de controlador e regulador dessa prática.

Outro projeto de lei meu considerando que essa ideia fosse levada adiante seria o uso de toda a verba trilionária destinada ao combate às drogas em propaganda massiva contra o abuso de entorpecentes. Não podemos deixar de lado o sucesso da campanha americana antitabagismo que reduziu nas últimas décadas o consumo de cigarro no país em números fantásticos. Hoje um fumante no Estados Unidos é visto praticamente como um demente ou criminoso, longe de todo aquele patético glamur dos anos 50.

Mais benefícios: como as produções teriam que ser legais, seriam controladas e isso evitaria a degradação massiva de bosques e florestas principalmente nos três países maiores produtores que são Colômbia, Bolívia e Peru que possuem uma riqueza natural incalculável e que a vê sangrar a cada fumigação realizada.

No entanto o maior ganho da Humanidade seria o fim da violência, o fim dessa guerra que tira mais vidas do que qualquer tragédia natural ou qualquer epidemia. Muitos podem argumentar dizendo que sempre haveria o tráfico assim como há “tráfico” de roupas falsificadas. A grande diferença é que o combate às drogas é muito mais ferrenho e resulta em gigantes apreensões. Os traficantes resistentes à nova realidade não poderiam competir com os produtores e comerciantes de drogas que não seriam importunados pela polícia e que jamais sofreriam apreensões de seus produtos, jamais teriam que subornar o poder público e etc.

Além de todos esses benefícios diretos, aparecem os “benefícios” culturais. Sendo a droga legalizada, acabaria a glamorização da figura patética do traficante que deixaria de ser esse personagem mítico inspirador de inúmeros filmes e personagens inesquecíveis e seria então mais um yuppie homem de negócios de terno e gravata esturricados desesperado pelo humor das variações cambiais.
Livraríamos-nos dos bregas traficantes latinos, nos livraríamos dos rapppers metidos a bandidos e vivendo em Taj Mahals hollywoodianos e eu, que vivo aqui, me livraria do reggaeton e de ver mulato vestido de Dolce & Gabbana e Emporio Armani dos pés à cabeça e com mais brilho no corpo do que qualquer constelação imaginável.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quartas-de-final UCL

Antes de começar a palpitar sobre os próximos enfrentamentos da mais prestigiada competições de clubes do planeta, analisemos as oitavas-de-final.

Tive um ordinário desempenho em minha análise anterior e fui traído por algumas zebras. Acertei apenas cinco dos oito confrontos.

Jamais poderia pensar que a Roma perderia em casa para o Shakhtar. Apesar da má temporada do clube capitalino, apostava em uma classificação contra os ucranianos que não ocorreu e, muito pelo contrário, foi o confronto mais fácil de todos em pró dos soviéticos;

Em AC Milan e Tottenham dei um belo palpite. O time londrino vem muito bem na temporada e conseguiu a vaga com uma vitória brilhante em solo italiano;

O Schalke, de campanha irregular na sua liga, foi, para mim, a maior surpresa ao eliminar o bom time do Valencia, atual terceira força da Espanha. Com Raúl, Huntelaar e companhia mandaram os valencianos para casa.

Em um dos melhores confrontos das últimas décadas, Inter Milan e Bayern Münich protagonizaram dois jogos fantásticos. Apostava nos alemães, mas deu Inter.

Marseille e Manchester U deu o óbvio assim como no confronto entre Lyon e Real Madrid, Arsenal e Barcelona e Copenhague e Chelsea.

Vamos para as quartas:

Real Madrid x Tottenham

Apesar da excelente temporada que o time londrino vem realizando, aposto na maior experiência madrilenha. No segundo jogo em Londres no confronto contra o AC Milan, mesmo tendo ganhado na Itália, o time de White Hart Lane sentiu a pressão da diferença de história e quase deixa escapar a classificação que parecia tranquila. Vou de Mourinho que terá a volta do artilheiro Higuaín que deverá suar bastante a camiseta para desbancar Benzema, em grande fase.

Chelsea x Manchester U

Apesar de o Chelsea ser uma pesada touca do maior clube da ilha, aposto no Manchester U mesmo considerando a boa recuperação dos Blues e a última vitória no último confronto entre ambos os clubes.

Barcelona x Shakhtar Donetsk

Barça, sempre Barça.

Inter Milan x Schalke

Dessa vez não creio em mais uma surpresa da turma de Raúl. Vou de Inter Milan sem titubear.

sexta-feira, 4 de março de 2011

José Gaddafi

O mundo árabe é notícia constante em todas as fontes de informação do mundo e dessa vez o tema não é terrorismo ou petróleo. Tampouco estamos falando de mais um hotel de formato cafona e inovador de Dubai a ser construído debaixo d´água ou alguma outra excentricidade típica de árabe brega. O tema do momento é o efeito dominó causado pela Revolução Jasmin que fez com que o presidente tunisiano se refugiasse na Arábia Saudita abandonando o poder e que essa semana foi complementada com a renúncia do primeiro ministro do país, aliado do presidente foragido.

Os árabes sempre passaram uma imagem de durões, facas na bota, terroristas sanguinários, líderes bizarros como Bin Laden, mas nunca me convenceram de fato. Por trás de toda pessoa de fala forte e ostensiva, há hipocrisia, mentira ou demagogia.

Durante os anos em que morei em Londres vi repetidas manifestações de árabes em pleno inverno europeu, descamisados e batendo fortemente no peito até sangrar, ou então com chicotes ou outros artefatos de auto-tortura. As imagens impressionam, mas eram hipócritas, demagógicas e mentirosas.

Para princípio de conversa, se amam tanto as tradições e ideias do mundo árabe e odeiam tanto a futilidade capitalista do ocidente, o quê estão fazendo na Inglaterra, Holanda, Bélgica, Itália, Estados Unidos e etc? Onde estão os princípios? São peças do capitalismo ocidental e seguem se auto-mutilando para demonstrar o quê? Que odeiam a terra em que passaram a viver? Não faz sentido.

Ok, o motivo desse êxodo é porque a situação econômica dos países de onde são provenientes é precária. Mas então porque todo esse amor aos seus líderes sanguinários e perpétuos que, em muitos casos, para completar, são bancados pela política externa das mais potentes economias ocidentais como Estados Unidos, Grã-Bretanha ou Itália e que são os maiores responsáveis de todos os problemas sociais tendo em vista que são, na maioria dos casos, países ricos devido à presença farta de ouro negro? Puras contradições.

Na Tunísia o povo demorou mais de 20 anos para finalmente indignar-se contra o governo de seu ex-mandatário; no Egito, todos aguentaram um governo de mais de 30 anos de um tirano que pode estar na capa da próxima edição da revista Forbes como o homem mais rico do mundo dono de uma fortuna aproximada de 40 bilhões de dólares; para completar, a Líbia bateu o recorde e demorou mais de 40 anos para contrariar a ditadura miserável de Gaddafi ou Kadhafi.

Para completar ainda mais o quadro vexatório que os árabes têm em minha visão, essa revolução no seio do seu mundo tomou forma através de ferramentas providas pelo mundo ocidental, não de maneira governamental, mas através de saites e de um livro.

As manifestações foram todas convocadas via Facebook ou Twitter e a bíblia dessa revolução foi a obra de um escritor americano pouco conhecido chamado Gene Sharp: “From Dictatorship To Democracy” que apresenta os meios de se conseguir a democracia após governos ditatoriais sem tocar em armas.

As mudanças ou possíveis mudanças que ocorreram na Tunísia, Egito e Líbia ocasionaram esse efeito dominó em diversos países da região e até de áreas mais distantes. Djibuti, Omã, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã, Jordânia, Líbano, Iêmen, Argélia, Marrocos e agora as ameaças de revolução em Angola. Isso tudo sem contar a China. Toda essa hecatombe em um status-quo que parecia controlado provocou reações desesperadas de alguns facínoras dessas bandas. O rei saudita, principal aliado americano na região, anunciou pacote de medidas com benefícios para a população do reino e até o próprio Gaddafi, do alto de sua falácia de que é um homem humilde e com sua surrada farda a la Fidel Castro decretou um aumento de 150% para o funcionalismo e uma mesada a la Bolsa-Família de mais ou menos 250 libras esterlinas para as famílias líbias. Por que isso não foi feito antes?

A mesada do Gaddafi buscando reconquistar a admiração de seu povo é um grito desesperado e que reforça a minha tese sobre o Bolsa-Família de Lula. Gaddafi conhece o Bolsa-Família e está incorporando o seu. Motivos? Os de Gaddafi são maldosos. Acalmar o povo e garantir a propriedade de sua velha vaca. Como disse em textos anteriores: dar um pouquinho que seja aos pobres, ou seja, uma tetinha pelo menos de sua vaca faz com que a vaca permaneça com os mais poderosos. Quem não oferece sequer cinco minutinhos da teta de vez em quando, perde a vaca, como aconteceu com a elite venezuelana e é o que pode acontecer com Gaddafi e seus estafetas.

Essa ebulição no mundo árabe também serve para mostrar a grande falta de vergonha na cara dos governos dos países mais poderosos do ocidente. Mubarak foi, depois do rei saudita, o maior aliado americano no mundo dos produtores de petróleo e agora Hillary Clinton e Obama têm coragem de dizer que o tempo de Don Hosni no poder deveria chegar ao fim. E na Líbia? Mais confusão ainda. Além de ser o principal aliado árabe da Itália, outro tema foi esquecido. Ano passado o governo britânico extraditou o terrorista líbio responsável pelo atentado de Lockerbie sem dar maiores explicações. Alegaram apenas que o dito cujo se encontrava doente, quase morto e por isso seria justo que o assassino vivesse seus últimos dias em sua terra onde foi recebido oficialmente como herói nacional. Esse mês um dos ministros de Gaddafi que desertou quando a coisa apertou declarou ter sido o ditador Gaddafi quem ordenou o atentado no longínquo 1985. Vale lembrar que na mesma época em que o governo britânico libertou o terrorista, a BP se via envolvida em um grande vexame mundial que foi o acidente em sua plataforma no Estados Unidos e precisava de um empurrãozinho governamental, algo típico dos países neoliberais. Sendo a Líbia um dos maiores produtores de petróleo do mundo, cogitou-se uma hipótese de que essa libertação realizada pelos britânicos seria uma troca por vantagens petroleiras à BP. Será? Dizem as línguas líbias que o seu terrorista estrela, dado outrora como semi-morto, hoje vive lépido e faceiro pelas ruas de Trípoli.

Todo esse imbróglio me traz o nome de José Sarney à tona. Sarney sempre tem que estar em meus pensamentos, pois é, para mim, o maior gênio político mundial. Desde sua passagem como presidente do Brasil depois da redemocratização, Sarney jamais exerceu cargo público no executivo. Seu posto eterno é, além de integrante da Academia Brasileira de Letras, senador. Foi pelo Maranhão, passou pelo Amapá, mas sempre está. No Brasil ninguém nem sabe o que é um senador, o que faz ou o que deveria fazer ou não fazer. Sarney joga nos bastidores, fala manso e não bate pênalti. Sarney é gênio e ficará muito mais tempo na vida pública brasileira do que Gaddafi na Líbia e, o melhor de tudo, sem ser muito incomodado.

Há qualquer chance de o povo brasileiro organizar-se via Facebook para arrancar Sarney de seus tronos na ABL e no Senado? Duvido. Após a eliminação na Libertadores do Corinthians frente ao Tolima, Roberto Carlos e Ronaldo, os dois maiores expoentes do time não duraram nem uma semana no clube. Movidos por uma raiva e determinação invejáveis, no melhor estilo egípcio, tunisiano ou líbio, a nação corintiana deu fim ao período dos dois atletas no clube. Ronaldo foi mais longe e encerrou a carreira.

E com o Sarney? Será que Sarney não é mais daninho à sociedade do que Roberto Carlos e Ronaldo? Mas o Brasil é diferente: não punimos ditadores e não enjaulamos políticos. Pelo contrário: até hoje os arquivos secretos do período ditatorial não foram abertos e reelegemos os piores políticos do país e ainda os premiamos com incentivos financeiros às suas ONGS e com distinções literárias. Isso sem contar que elegemos palhaços analfabetos e ex-presidente que passou por impeachment.

O que reforça ainda mais a imbecilidade do povo brasileiro é que esses três países não são tão diferentes do Brasil socialmente e economicamente. Usando o último resultado do ranquim de IDH que mede a qualidade de vida em quase todos os países do mundo, o Brasil aparece na 73ª posição, atrás da Líbia, 53ª, um pouco à frente da Tunísia, 81ª e com certa vantagem com relação aos egípcios, 123º. Essa situação mostra que as revoltas árabes não são resultado de uma qualidade de vida tão inferior a dos países sul-americanos e sim uma demonstração de diferentes prioridades e de menor paciência. Enquanto lá eles tardam, mas agem, aqui preferimos focar nossa indignação em jogadores de futebol que perdem jogos ou que optam por um clube que pague mais ao invés de ir ao clube que teoricamente tem mais laços afetivos.

Conclusões: pobre não é feliz. Os árabes apenas necessitavam dessa ajuda tecnológica ocidental para finalmente revoltarem-se de fato não contra o mundo ocidental e sim contra os seus ditadores. Todos os outros países em que suas populações demonstraram indignação pós-Tunísia são pobres. Na pobreza ninguém vive feliz. As novelas que mostram ricos maus e pobres boa gente e contentes não expressam a realidade. No último ranquim da felicidade onde se pergunta apenas se o indivíduo é feliz ou não, os países mais felizes não foram os mais pitorescos e carnavalescos e sim os escandinavos com todas as suas regras, formalidades e bonança. Rico se diverte e vive bem, pobre sofre e de vez em quando chuta o pau da barraca ou as canelas de seus ex-ídolos de futebol.

Finalizando: falta o Gaddafi abandonar. Ele diz em discursos coléricos que é amado por todo o povo, que os “desertores” são influenciados pela Al-Qaeda através de álcool e drogas e que morrerá no país explodindo todas as refinarias. Outras más línguas dizem que ele estuda uma fuga para Brasil, Venezuela ou Cuba, países que ainda mantém a hipocrisia esquerdista de defender tirano antiamericano com menor intensidade como no Brasil ou de maneira esquizofrênica como nos outros dois países citados.

Para completar, o que pode resultar positivo de isso tudo é a destruição de Dubai. Quero o fim de Dubai com seus árabes esnobadores, cafonas e ostentadores que são mais uma prova dessa contradição árabe de detestar o Ocidente, mas ceder a ele ou até mesmo deixar-se levar por alguns dos pecados capitais ocidentais.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tetas

Um tema nacional vem me chamando a atenção nos últimos meses. Essa pornográfica pensão vitalícia paga a ex-governadores, ex-tapas buracos e a ex-esposas de ex-governadores.

Em alguns países europeus a política é vista como um ato de vocação e amor ao estado por parte dos cidadãos que decidem ingressar no setor político. Na França vereadores na maioria das cidades não recebem salários. Na Suécia, os parlamentares recebem um salário mediano e não têm direito a assessores, motoristas, passagens, vale-alimentação, vale-hotel e todos esses outros vales e ajudas “assistencialistas” que o estado brasileiro dá de lambuja para seus políticos. Sem entrar na discussão sobre um sensato e impossível enxugamento com os gastos públicos no bem-estar dos
políticos, me intriga esse salário vitalício para ex-governadores.

Um trabalhador brasileiro de qualquer classe social deve trabalhar quase 70 anos para conseguir sua aposentadoria e não passa um ano sem que alguém venha com algum projeto tentando aumentar a idade de aposentadoria ou então os anos trabalhados. No entanto, um político pode receber uma pensão vitalícia após exercer uma atividade, sem entrar no mérito da qualidade do serviço prestado, por apenas quatro anos. Não satisfeitos com esse absurdo, paga-se a mesma pensão vitalícia para pessoas que assumiram em mandatos-tampões, que substituíram governadores, enfim, paga-se a qualquer criatura que por algum lapso de tempo algum dia foi chamado de governador do estado mesmo considerando que talvez a maioria da população nem ficou sabendo sobre esse fato.

Há casos no nordeste do país em que ex-governador recebe pensão por ter sido por 10 dias o representante político máximo de determinado estado. Ou seja, trabalha-se 10 dias em toda a sua vida e pode-se receber um bom salário até os últimos suspiros. A lei é tão bizarra que podemos chegar à seguinte situação. Eu sou governador por 10 dias do Rio Grande do Sul, morro no décimo primeiro dia e minha esposa ficará recebendo uma pensão vitalícia. Soa absurdo e impossível, mas é a lei desse país. Tarso Genro mandou um projeto com regime de urgência à assembleia exigindo que o valor pago a ex-governadores seja “apenas” de 75% do valor do salário do atual governador. Essa medida pode ser vista como patética ou, sejamos positivos, como um sinal de que o atual governo encaminha-se para terminar de uma vez por todas com esse verdadeiro atentado aos bons costumes e à moral.

Olívio Dutra, um dos beneficiários da teta governamental saiu a dizer que é contra tal mecanismo e que político não é profissão. Yeda Crusius (Credos) já deixou bem claro desde já que, assim que possa, lá por abril de 2011, vai sair cobrando seu salário vitalício pelos péssimos serviços que nos brindou durante quatro infindáveis anos repletos de escândalos abafados inclusive com assassinato de gente que sabia demais em Brasília. Talvez o salário para a ex-governadora seja necessário para pagar as contas de sua casa comprada com dinheiro originado de fontes escusas.

A pensão também atrai peixe grande. O milionário Jorge Bornhausen, ex-governador de Santa Catarina não abre mão dessa mesadinha, o pleibói Germano Rigotto tampouco, e para completar e servir como a gota d´água para eu escrever esse texto veio o símbolo da moral, o incorruptível Pedro Simon declarar que irá começar a fazer uso de seu “direito” pois a família é grande e com o salário de senador e seus benefícios que o dito cujo recebe há uns cinco séculos não é suficiente.

Não somos o Egito ou a Tunísia, mas felizmente temos gente que não está aceitando de braços cruzados essa distribuição de leite governamental gratuita e está tomando as medidas necessárias para aboli-la. A OAB trava dura batalha para acabar com a lei e outros órgãos espalhados por diversos estados brasileiros também estão reagindo da mesma forma. Vai dar em nada ou quase nada como sempre, mas pelo menos a população tem acesso aos nomes de quem está apoiando e “pedindo esmolas” para as gordas e atrativas tetas do Estado.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fase de Grupos Libertadores 2011

Terminada a primeira fase da Copa Libertadores, seguem os meus palpites sobre quem classificará e quem ficará de fora já na fase de grupos. Sobre meus chutes da primeira fase, dois felizes enganos: a classificação do Independiente e a eliminação do Corinthians. Nos outros quatro confrontos, acertei.

Grupo 1

Once Caldas
Libertad
San Luís
Universidad San Martín

Pode ocorrer de que os mexicanos roubem a vaga de Libertad ou Once Caldas, mas estão mal no Campeonato Mexicano.

Grupo 2

Grêmio
Júnior
Oriente Petrolero
León de Huánaco

O Grêmio sem reforços pode aprontar e ficar atrás dos colombianos. No entanto, não vejo chances de ambos perderam vaga para os outros dois participantes do grupo.

Grupo 3

Fluminense
Nacional
América
Argentinos Juniors

Todos os quatro clubes podem classificar, mas o Fluminense é o grande favorito. O Nacional é sempre forte em Libertadores, o América vem se recuperando de um início de temporada horrível e o Argentinos Juniors acaba de perder mais um de seus principais jogadores, Ortigoza que foi para o San Lorenzo e é um time que apenas perde atletas e não contrata.

Grupo 4

Vélez Sarsfield
Universidad Católica
Unión Española
Caracas

O Vélez manteve a base de seu time, perdeu apenas o volante Somoza e não conseguiu a contratação de Bolatti. Apostará em reposições dentro do grupo e, com a mesma base que vem mantendo nos últimos anos e com a manutenção de Gareca como técnico, ganha esse grupo.

Grupo 5

Santos
Colo-Colo
Cerro Porteño
Deportivo Táchira

O Santos é um dos meus favoritos ao título da competição, tem, do meio para a frente, Elano, Ganso e Neymar, que são jogadores acima da média e caiu num grupo fácil onde o Colo-Colo deverá impor-se frente a adversários fracos para garantir a segunda vaga.

Grupo 6

Internacional
Emelec
Jaguares
Jorge Wilstermann

Em um grupo fraco o Inter não deverá encontrar problemas para classificar-se em primeiro lugar, ainda mais depois das últimas contratações de Bolatti e Cavenaghi. Na briga pela segunda vaga Emelec e Jaguares, com ligeira vantagem para os equatorianos treinados pelo Turco Assad que foi quem levou o Godoy Cruz à sua primeira Libertadores.

Grupo 7

Estudiantes
Cruzeiro
Tolima
Guaraní

Em um dos grupos mais difíceis de todos, aposto no Estudiantes que pouco se reforçou, perdeu seu vitorioso técnico essa semana, mas que deve levar ligeira vantagem com relação ao Cruzeiro que acaba de incorporar mais um estrangeiro de qualidade ao seu elenco, o zagueiro Victorino, ex-Universidad de Chile. O Tolima, de boas atuações contra o Corinthians também deverá incomodar e qualquer um desses três times pode ganhar o grupo.

Grupo 8

LDU
Independiente
Peñarol
Godoy Cruz

Em um grupo que conta com dois históricos gigantes do continente, ainda assim vou de LDU, o novo rico da América. A briga pela segunda vaga deverá ser acirrada entre Independiente e Peñarol, mas vejo uma leve vantagem para os argentinos. O Godoy Cruz, de excelente campanha no último Campeonato Argentino, perdeu seu técnico e seus principais jogadores e não se reforçou ainda até a data de hoje e não deverá ter qualquer logro em seu debu em Libertadores.