sexta-feira, 30 de maio de 2014
Temporada 2013-2014
Mais uma temporada do futebol mundial é encerrada através de uma grande final dessa vez realizada em Lisboa. Real Madrid e Atl Madrid protagonizaram uma final de Libertadores, não de Champions. Menos técnica e mais coração foi o que vimos em uma final onde o resultado não condiz com o que foi o jogo.
Encerra uma temporada em que o Barcelona finalmente deixou de ser protagonista e que Messi, o melhor jogador da atualidade, brilhou menos que o normal, finalmente se lesionou e, apesar dos mais de 40 gols, não foi o melhor do ano. O mundo está tão mal acostumado às performances sobrenaturais de Messi que chegou ao cúmulo do ridículo de criticá-lo inúmeras vezes durante a temporada. Para mim, Messi foi bem, entre os melhores jogadores do ano, mas inferior quando comparado ao seu maior adversário e aqui vem um belo de um clichê: o seu maior adversário é ele mesmo. É impossível para qualquer jogador na história do futebol se comparar ao Messi das temporadas mais recentes se este não é um Maradona, um Eusébio, um Zidane, um Ronaldo ou algo do gênero. O que todos sempre diziam de que Messi era beneficiado por jogar num timaço, algo que eu concordo e não vejo como um demérito, agora jogou contra. O Barcelona jamais foi um time tão errático e apático e acusou a decadência no nível de estandartes do time como Piqué, sempre lesionado, mas principalmente Xavi e Iniesta. Messi não encontrou parceria adequada para desenvolver o seu melhor futebol, no entanto, mesmo assim, fez mais de 40 gols e foi o melhor jogador do time na temporada.
Dedico umas linhas também a Neymar, de apática atuação na sua primeira temporada europeia. É, sem sombra de dúvidas, tecnicamente falando, um fora de série; mas terá que adaptar bastante o seu jogo se quiser vencer jogando entre os melhores.
Vale também comentar a decadência do futebol italiano. Apenas o pior representante do país passou da primeira fase na Champions, mas logo saiu sem dar muita resistência já nas oitavas contra o time do cholo. A Juventus, que atropela e que chegou a fazer pontuação centenária nessa temporada do Calcio, não conseguiu passar da primeira fase o que demonstra que a falta de recursos e de organização está diminuindo a importância de um campeonato que historicamente foi considerado o mais importante do mundo.
Falando na Itália, me passo para a Espanha. Muita gente diz que na Espanha o campeonato é fácil, que são apenas dois times e tal. Discordo completamente. Hoje em dia o campeonato da Espanha é o mais qualificado do mundo, pois tem o atual campeão e vice da Europa e não estou incluindo aí o Barcelona. Além disso, nas escalas menores, pergunto: onde estão os times ingleses, italianos e alemães nas disputas da Europa League, por exemplo? Aí também estão os espanhóis, ganhando e chegando às finais como foi dessa vez com o Sevilla e o Valencia e foi em outras oportunidades com o Atl Madrid e o Bilbao.
A respeito da Premier League, que segue sendo o torneio melhor de ser visto pelo lado do espetáculo e pela qualidade dos jogos, vale destacar o futebol sensacional do Liverpool que, pelo menos para mim, foi o melhor time da temporada no futebol mundial, mas que teve um adversário não menos brilhante que foi o Manchester City. Além desses dois, méritos ao futebol também demonstrado por Arsenal, como sempre e Everton. Sobre o maior clube da ilha, o glorioso Manchester U, deu argumentos para aqueles que defendem a importância de um técnico de futebol. Com o mesmo elenco e alguns reforços, não conseguiu nem classificação europeia e jogou muito mal na maioria dos jogos, enquanto que com o velho Ferggie, passava por cima de todo mundo. Vale esperar o que Van Gaal fará com os diabos de Manchester.
Na esfera sul-americana o maior destaque foi a volta do River ao título do torneio argentino com Ramón Díaz. Pelo menos tentando jogar bom futebol quando era local, o River chegou ao título com justiça, mas também tirando proveito do terrível arranque do Boca e da instabilidade dos adversário que também estavam jogando a Libertadores como Lanús, Vélez e San Lorenzo. Vale também comentar sobre os semifinalistas da Libertadores que é a de pior nível técnico de todos os tempos. Também não posso deixar passar a minha crítica aos clubes brasileiros que com seis representantes não conseguiram colocar sequer UM entre os quatro melhores mesmo contando com orçamentos que são maiores que os mesmos de todos os clubes da primeira e segunda divisão juntos dos seus países vizinhos.
Antes de divulgar os ranquins atualizados e a seleção da temporada, vale um comentário da Copa do Mundo, torneio em que a maior potência do futebol em nível seleção será o dono da festa o que automaticamente torna o anfitrião em um dos favoritos. A Argentina aposta em uma explosão de Messi e, para mim, a Alemanha tem o melhor time, apesar de a Espanha ter o melhor elenco do meio pra frente, já que tem uma defesa titubeante e é seu ponto fraco assim como a Argentina. Também temo que o nome Xavi prejudique a seleção já que o craque não tem mais condições sequer de ser convocado para uma seleção que, em sua posição, tem um exército de jogadores sensacionais.
Agora passo para o ranquim dos 50 gigantes do futebol mundial que tem um novo líder, o Real Madrid:
1. Real Madrid – Espanha;
2. Bayern Münich – Alemanha;
3. AC Milan – Itália;
4. Juventus – Itália;
5. Barcelona – Espanha;
6. Peñarol – Uruguai;
7. Manchester U – Inglaterra;
8. Boca Juniors – Argentina;
9. Ajax – Holanda;
10. Nacional – Uruguai;
11. Inter Milan – Itália;
12. Porto – Portugal;
13. Liverpool – Inglaterra;
14. Independiente – Argentina;
15. River Plate – Argentina;
16. São Paulo – Brasil;
17. Benfica – Portugal;
18. Olimpia – Paraguai;
19. Santos – Brasil;
20. Celtic – Escócia;
21. PSV – Holanda;
22. Estudiantes – Argentina;
23. Olympiakos – Grécia;
24. Vélez Sarsfield – Argentina;
25. Colo-Colo – Chile;
26. Flamengo – Brasil;
27. Corinthians – Brasil;
28. Dortmund – Alemanha;
29. Rangers – Escócia;
30. Internacional – Brasil;
31. Palmeiras – Brasil;
32. Dínamo Kiev – Ucrânia;
33. Estrela Vermelha – Sérvia;
34. Atl Madrid – Espanha;
35. Dynamo Dresden – Alemanha;
36. Grêmio – Rio Grande do Sul;
37. SC Anderlecht – Bélgica;
38. Feyenoord – Holanda;
39. Steua Bucarest – Romênia;
40. Arsenal – Inglaterra;
41. Nacional – Colômbia;
42. Galatasaray – Turquia;
43. Marseille – França;
44. Vasco – Brasil;
45. América de Cali – Colômbia;
46. Cerro Porteño – Paraguai;
47. Rosenborg – Noruega;
48. Borussia MG – Alemanha;
49. Sparta Praga – República Tcheca;
50. Cruzeiro – Brasil.
Os únicos gigantes do futebol mundial que nesse momento não figuram nas principais ligas de seus devidos países são: Independiente, Rangers, Dynamo Dresden, Vasco e América de Cali.
O clube com mais títulos mundiais é o AC Milan com quatro; o com mais títulos continentais é o mesmo AC Milan e o Independiente com sete; com mais títulos nacionais vem o Olympiakos e o Al-Ahly do Egito com 25.
O ranquim completo consta de 746 clubes de 87 países.
Considerando apenas os clubes grandes, o Brasil é o país com mais representantes com nove, seguido por Argentina com cinco e Alemanha com quatro.
Falando de ligas nacionais, segue a lista das mais poderosas:
1. Espanha;
2. Argentina;
3. Brasil;
4. Inglaterra;
5. Itália;
6. Alemanha;
7. Uruguai;
8. França;
9. Portugal;
10. Holanda.
Quando o tema é seleção nacional, segue a lista das sete melhores:
1. Brasil;
2. Alemanha;
3. Itália;
4. Espanha;
5. Argentina;
6. França;
7. Uruguai.
E, por fim, a minha seleção da temporada 2013/2014:
Courtois (Bélgica – Atl Madrid)
Dani Alves (Brasil – Barcelona)
Sergio Ramos (Espanha – Real Madrid)
Miranda (Brasil – Atl Madrid)
Alaba (Áustria – Bayern Münich)
Schweinsteiger (Alemanha – Bayern Münich)
Pogba (França – Juventus)
Yaya Toure (Costa do Marfim – Manchester City)
Messi (Argentina – Barcelona)
Cristiano Ronaldo (Portugal – Real Madrid)
Suárez (Uruguai – Liverpool)
Bola de ouro: Suárez;
Bola de prata: Yaya Toure;
Bola de bronze: Cristiano Ronaldo.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Doutrinas No Divã
O ano de 2013 pode ser considerado o ano dos protestos no Brasil. Na metade do ano, devido à revolta por mais um aumento das passagens de ônibus em Porto Alegre, parte da população, em sua maioria estudantes, se rebelou contra a medida e usou os gastos abusivos e pornográficos com um torneio de futebol para esbravejar contra tudo e todos. Um ato que, pelo menos em sua origem, não tinha conexões com partidos políticos ou interesses escusos. Com o passar das semanas, alas oportunistas e radicais de direita e esquerda começaram a usar e fazer proveito do rebuliço para difundir suas ideias retrógradas e interesseiras. Nem vou comentar sobre os baderneiros que são tão ideologicamente insignificantes ou nulos, melhor dizendo, que não merecem ser comentados. A direita sempre sorrateira e calculista sentiu as manifestações, algo detestável em sua forma de ver o estado e a política, como uma última e única oportunidade de tentativa para tirar o PT do poder. Dilma e seu governo, com ou sem mensalão, gozavam de imensa popularidade e as próximas eleições eram vistas como um trâmite. A direita então saiu de seu shopping centre com ar condicionado e desceu pro campo de jogo disfarçada de esquerda, ou seja, protestando, clamando por participação popular e almejando um mundo melhor, nada mais do que hippies fardados com camisas Ralph Lauren. A extrema esquerda tampouco ficou atrás. Vinha escondida e sorrateira, desanimada com a virada de cara do PT para sua trupe, pois então colocou as máscaras de fora e novamente voltou a colocar o já velho e arranhado disco do sonho comunista e anárquico. A classe média se manteve intacta e seguia manifestando sua indignação que se alastra para basicamente tudo: o alto custo de vida, os péssimos serviços públicos apesar dos altos impostos, a corrupção, a bizarra escolha de prioridades do governo e etc.
Em 2014 a coisa acalmou, mas a indignação está fervendo em outros países. Na Venezuela boa parte da população de um país dividido por um muro ideológico sai às ruas e pede um basta. Essa classe média venezuelana, aliada a sua elite, exigem o fim de um governo que aparentemente só tem olhos para as camadas mais populares e para a sua perpetuação no poder. Há demagogia e oportunismo nessa manifestação venezuelana? Claro que sim. Essa classe média aliada à elite quer vender a imagem de que a Venezuela era uma maravilha antes do governo de Chávez e agora Maduro. Quer convencer os cidadãos de pouca memória ou pouco conhecimento de que Chávez e sua trupe destruíram um país justo e próspero, quase que uma Noruega sul-americana. Ora, qualquer pessoa com o mínimo de bom senso sabe que a Venezuela não era nem perto de uma maravilha social antes de Chávez e tampouco o é agora. Essa parte da população que agora aparece disfarçada de esquerda ideológica quer o quê? Quer a velha república elitista de sempre, onde o Estado servia para manter a plebe longe e deixar uma elite branca gozar das riquezas de um dos maiores produtores de petróleo do planeta, nada diferente do que acontece na maioria dos países árabes pertencentes a OPEP. O que a plebe quer agora? Quer que essa elite corroa e pague os pecados cometidos por séculos. Esse cruzamento de interesses resulta em um país onde não há produtos nas prateleiras, nem papel higiênico e que, apesar da assistência social, enfrenta uma cadeia produtiva que está ruindo a cada nova reeleição da turma de Chávez.
Falando em países árabes, podemos voltar para um período anterior ao segundo semestre de 2013 brasileiro e ir para o mundo árabe, mais precisamente para a Tunísia. Foi lá, em um país onde uma elite sanguessuga e que se perpetuava no poder, que a “Primavera” começou e que deve ser o evento mais culminante em todas as manifestações de insatisfação populares que já foram ou que serão citadas aqui. Os árabes foram os pioneiros em usar as redes sociais para algo relevante que não seja selfies de adolescentes ou de patéticos senhores e senhoras de meia-idade em crise existencial. A Tunísia derrubou o seu governo parasita e desencadeou uma série de revoltas semelhantes em seus vizinhos e admiradores.
Agora temos a versão europeia. A Ucrânia incendeia-se. A população cansou da corrupção e da demagogia de uma oligarquia mafiosa que governa o país em um sistema político arcaico e confuso. Não querem mais. Querem cortar o cordão umbilical com a madrasta comunista Rússia e querem gozar do capitalismo, querem deixar de ser chamados de soviéticos, querem ser fashion, querem ser europeus, querem ingressar na União Europeia, querem poder migrar para Londres, querem poder receber empréstimos de Bruxelas com condições impossíveis como foi com a Grécia. Esse é o sonho ucraniano.
O que acontece com o mundo? Cansamos do capitalismo selvagem? Ou cansamos das oligarquias? Ou cansamos dos demagogos de esquerda que insistem em defender algo comprovadamente fracassado? A resposta é que cansamos de todos os sistemas, a ideia que a aldeia global dá é que cansamos da injustiça causada por seja qual for o tipo de governo.
Considero sem titubear que o capitalismo é o menos ruim dos sistemas. No entanto, há capitalismos e capitalismos. Existe o capitalismo inteligente como os dos países europeus, ainda mais bem azeitado em países escandinavos ou nas próprias repúblicas mais ao norte do continente. Por que não vemos manifestações indignadas na Noruega? Ou na Holanda? Simplesmente porque, nesses países, o sistema é inteligente. O que é um capitalismo inteligente? Respondo a pergunta descrevendo o capitalismo burro.
O capitalista burro é aquele que não entende a sua doutrina. Qual a base do capitalismo? O consumo. Enquanto mais consumidores e consumo, mais gás é injetado no motor capitalista. Não é difícil entender. Não obstante, inebriados pela sua avareza e ganância, os donos, os mentores e os estrategistas do capitalismo ignoram a lógica mais banal. Se tivermos mais pessoas com capacidade de consumo, melhor distribuição de renda, ou seja, ao invés de uma pessoa consumidora tivermos 100, não se venderão mais carros? Mais imóveis? Mais papel higiênico? Não ganharão ainda mais dinheiro os grandes, médios e pequenos empresários? Mesmo sendo isso algo lógico, o capitalista irredutível, em meio a tacadas em campos de golfe e copos de uísque em Miami ou Dubai insiste de que o Estado é um estorvo ao crescimento da nação; que as leis trabalhistas deveriam ser flexibilizadas para que o empresário possa contratar mais e investir mais. O preço da passagem do ônibus deve aumentar, pois ele, capitalista, tem muitas contas pra pagar, tem que comprar uma nova, mais poluente e maior caminhonete a cada ano e construir uma casa de vidro em Atlântida. Se não se pode aumentar a passagem e lhes obrigam a pagar um pouco mais aos miseráveis motoristas e cobradores de ônibus, que então se retirem os ares condicionados dos veículos, é supérfluo, a plebe não precisa disso ainda mais numa cidade que não é quente como Porto Alegre. Essa, para os mais mal informados, é a solução que encontraram para o entrave no transporte público porto-alegrense, em mais uma manobra suja dos donos do poder.
Mais exemplos de capitalistas burros? Os já citados árabes. Vivem em “reinos”, esbanjam brinquedos caros, constroem ilhas artificiais ao mesmo tempo em que destroem a natureza e, em meio ao seu estilo de vida ocidental cafona e extravagante, uma população que nada tem e que jamais chegou sequer perto aos dividendos do petróleo. Alguns como os sauditas ou o Bahrein são mais espertos e abrem suas pernas para as bases americanas militares que lhe garantem proteção, mas outros perderam sua teta, como foi o caso do burro Gadafi e dos burros da Tunísia. Poderia citar o caso do rei da Jordânia que é mais inteligente do que seus colegas e, apesar da bizarrice que uma monarquia representa em pleno século XXI, pelo menos é inteligente e dá liberdade e assistência social ao seu povo que, como consequência, o respeita, o admira e, consequentemente, não se importa que ele se perpetue no poder. Inteligente.
Meio termo e bom senso é o que todos, sabendo ou não, querem. Enquanto alguns deputados gaúchos defendem que os proprietários de terra devem ser armar e criar milícias como no “modelo” estado do Pará que, deve-se dizer, é 25º lugar em qualidade de vida entre 27 unidades federativas, ficando apenas na frente de Maranhão e Alagoas, está o bloco não sei o que no Brasil que quer acabar com tudo e, atrás de suas máscaras, usam a acéfala e pura destruição para aparecer. Chegou a hora de se repensar a atuação do poder perante a população, pois se está vendo que, contra a massa, pouco pode ser feito.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Jesus Cristo Superstar
Após ter estado na terra onde muito provavelmente Jesus Cristo tenha nascido, morrido, ressuscitado e feito todas as suas peripécias, me nasceu uma vontade de escrever um pouco sobre tudo que eu consigo atualmente opinar a respeito de uma das figuras mais controvérsias, famosas, polêmicas e misteriosas da história da humanidade.
Vale antes de tudo destacar que não acredito em Deus ou em qualquer tipo de deus. Não tenho religião e acredito em nada que seja metafísico. Minha religião é a ciência e respondo a perguntas sobre quem criou a Terra ou algo parecido com um rotundo “não sei”. Não tenho vergonha de não saber e tampouco tenho um orgulho bobo de não admitir que confio essa missão a pessoas mais capacitadas e com mais tempo a dedicar a essa causa tão nobre, tão curiosa e interessante.
No entanto, o fato de não acreditar em qualquer tipo de entidade divina não me fecha as portas a acreditar na existência de um tal Jesus Cristo. Se ele era filho de algum deus, bom, daí eu discordo; mas sim é muito provável que ele tenha existido; não obstante defendo a teoria judia que diz que Jesus foi apenas mais um pregador da Idade Antiga muito semelhante a outros tantos que, porém, não fizeram um trabalho de imagem e marketing tão bem feito e bem construído como Jesus.
Minha teoria sobre a figura de Jesus Cristo começa com o mito da concepção sem contato carnal. Aqui começam os meus disparos e o primeiro vai direcionado a Maria. Não foi a primeira e está muito longe de ser a última mulher a trair seu ingênuo marido, mas Maria sim ficou grávida devido a uma quantidade de sêmen que continha incontáveis espermatozoides. Minha segunda desmistificação vai em direção a José. Não creio que ele seja ingênuo e sim um homem apaixonado que tolerou a infidelidade de sua amada em troca da manutenção de um suposto amor como o fez Charles com Emma no polêmico romance de Flaubert, Madame Bovary. No entanto, José não toleraria a vergonha e aí entra o meu primeiro ponto mais prático da história: Jesus foi enviado para ser criado por um amigo da família ou talvez um parente.
A pobreza e o fato de não contar com um apoio familiar fez com que Jesus procurasse uma forma de poder se sustentar e isso o levou a ser um carpinteiro. Jesus pode não ser o filho de qualquer deus, mas era sim um homem de uma inteligência, lábia e poder de conquista incomparáveis. Esse talento, aliado ao seu poder de convencimento e mobilização de massas o fizeram especial e o puseram em um lugar diferenciado quando comparado com os outros supostos messias e pregadores da época. Jesus era melhor. Era melhor que Padre Marcelo ou qualquer desses showmen da Igreja Universal. Por quê? Acredito piamente que Jesus acreditava no que dizia e defendia incluindo o suposto fato de ser o enviado de Deus, o filho de Deus e isso o livra de uma suposta acusação de mentiroso ou oportunista. Jesus foi o primeiro hippie da história. Jay-C, em outras palavras, era um tremendo de um alucinado desvairado. Defendo essa teoria, pois não há registro de acúmulo de bens materiais por dito personagem, sua única luxúria pode ter sido o envolvimento com inúmeras mulheres, algo comum entre os homens dotados de poder ou fortuna à época, e isso, pelo menos na minha opinião neutral e afastada de fanatismos religiosos, é algo normal e que não deveria ser condenado ou visto como uma mancha no currículo de tão grandiosa personagem.
Todos sabem que a Idade Antiga era uma época em que a miséria e desilusão pairavam sobre a grande maioria das pessoas e esse é um ambiente propício para vangloriar qualquer tipo de profeta, qualquer tipo de pessoa que lhes promete algo, que lhes dá esperança e isso fez Jesus Cristo. Vale destacar que Jesus talvez tenha sido um dos pioneiros na prática, mas não foi o único. Hitler e Lenin, por exemplo, são exemplos de pessoas que fizeram uso de um desespero coletivo para chegar ao poder. Podemos discutir se o primeiro e/ou o segundo tinham ideais ou queriam somente o poder, eu acho que ambos tinham mais ideais do que um vazio amor ao poder per se, mas isso seria outro tema; o que importa, para esta reflexão, é ganhar a atenção e a adoração do povo através de bom poder de convencimento e fazendo uso de um momento histórico específico. Até poderia citar Charles Mason como um caso, obviamente em menor escala, mas também seria um resultado de fatores semelhantes aos que levaram Jesus, Hitler e Lenin ao sucesso: bons argumentos direcionados a pessoas com imensas fragilidades, desesperadas e carentes de um guia, de um líder, nesse último caso estas seriam mais psicológicas do que socioeconômicas, mas igual é uma forma de debilidade coletiva.
Hitler, Lenin e Jesus eram pessoas de grande eloquência e poder de persuasão? Sim; Hitler, Lenin e Jesus eram pessoas que tiveram o êxito de sua missão baseada na desesperança coletiva e na falta de ajuda real do Estado? Sim; Hitler, Lenin e Jesus terminaram da mesma forma? De certa forma sim. Jesus foi crucificado por representar uma ameaça ao status quo da época, por ser um homem que fazia os outros pensarem e verem claramente o quão injusto era a sociedade em que viviam; Hitler foi obrigado a acabar com a sua própria vida, pois o mundo ocidental via a ascensão de uma nova potência colonizadora como uma terrível concorrência à divisão de mercados e colônias mundiais; e Lenin, apesar de que algumas teorias dizem que sua morte foi causada pela sífilis, sofreu inúmeras tentativas de assassinato e também representava a maior infâmia perante o mundo capitalista.
Os três usaram mentiras para chegar ao poder? Claro que sim. Jesus com os supostos milagres desde a sua concepção obscura até a multiplicação de alimentos; Hitler inventando um inimigo que justificaria a ampliação de seus poderes e qualquer ato que poderia vir a ser cometido e Lenin com a mentira de que o comunismo era o sistema que melhor bem-estar daria aos seus povos e que o operário do mundo capitalista sonhava em um dia estar na União Soviética para gozar desse bem-estar social incomparável.
Não obstante, há diferenças entre essas três personagens? Claro que sim, mas seriam apenas opiniões baseadas em sentimentos e não baseado em fatos. Eu ACHO que Jesus, Hitler e Lenin tinham mais ideais do que mero amor ao poder e ao dinheiro e digo isso, pois nenhum dos três acumulou capital considerável ao longo de suas vidas; as mentiras usadas pelos três personagens eram mentiras realmente em suas cabeças? Acho que não; Jesus realmente acreditava que era o escolhido, Hitler realmente achava que os judeus eram a causa da miséria alemã e europeia e Lenin realmente acreditava, pelo menos após a caída dos czares e no início da revolução bolchevique de que o comunismo era a solução, a resposta.
Como seria o mundo com um Jesus Cristo? Pior? Melhor? Como seria o mundo atual com uma Alemanha como a maior potência mundial tanto economicamente falando quanto culturalmente falando? Seríamos um mundo pior? Teríamos artistas piores que figuras como Lady Gaga, Rihana e Justin Bieber? Como estaria a União Soviética atualmente? Será que os americanos um dia teriam razão e os comunistas sairiam mundo afora conquistando mais adeptos? A contemporânea pressão e influência da Rússia de Putin na Ucrânia e nas ex-repúblicas soviéticas é um sinal de que isso pode ter um novo capítulo? O sucesso das igrejas evangélicas especialmente no mundo latino é um caso de Jesus Cristo II – O Retorno? O mundo dá voltas de 360 graus? Muitas perguntas que só o tempo nos poderá responder.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Libertadores 2014
Como de costume divulgo meus palpites e análises dos clubes grandes que participarão de mais uma edição da Copa Libertadores da América:
Vélez Sarsfield: o melhor time argentino dos últimos anos tem ainda essa dívida pendente de conquistar a Libertadores mais uma vez o que não conseguiu nas últimas edições apesar de merecer e de ter sido eliminado de forma injusta em algumas ocasiões. É um clube que sempre perde jogadores do seu elenco principal e inventa contratações que quase sempre funcionam. Nessa temporada não terá o seu técnico que ficou no cargo por um tempo impensado quando se trata de futebol sul-americano, Ricardo Gareca. Também está prestes a perder seu volante titular, Cerro. Aposta na volta de Otamendi e no talento de seu atacante Pratto que fica;
Cerro Porteño: na temporada passada perdeu seu principal nome, Fabbro que foi para o River de Ramón Díaz onde ainda não conseguiu vingar. É um clube que sempre complica na competição que jamais ganhou apesar de ser um grande. Seu principal jogador é o centroavante ex-Libertad Rodolfo Gamarra;
Cruzeiro: o campeão brasileiro de brilhante campanha, mas que jamais chegou sequer próximo a me convencer de que era um grande time entra como o melhor representante do futebol brasileiro. Éverton Ribeiro é o seu melhor jogador e depois conta com alguns outros bons jogadores como Martinuccio e Dedé. Se conseguir recuperar Marcelo Moreno, terá uma excelente alternativa ofensiva;
Grêmio: o Grêmio não consegue convencer por mais de três jogos seguidos desde 1996. É um elenco que perdeu nomes pesados, mas que pouco rendiam e não se reforçou praticamente. Sigo defendendo que a recuperação de Barcos pode ser o melhor reforço e vejo um elenco que, considerando o baixo nível do futebol sul-americano, pode fazer uma boa campanha. Deixou de ser um time asquerosamente defensivo e isso pode ajudar apesar da inexperiência em todos os sentidos de seu técnico. Faltam, principalmente, alternativas no banco de reservas que praticamente não passa de um amontoado de jovens sem talento;
Nacional de Medellín: o time sensação do futebol colombiano das duas ou três últimas temporadas deve demonstrar que pode exercer um papel de destaque no cenário internacional. Na Colômbia é como um Bayern: compra todos os jogadores que quer de sua liga doméstica, apesar de que também perde seus maiores talentos para a periferia do futebol mundial. É um time que não joga bonito, mas tem um futebol seguro e consistente, resultadista, com algum talento;
Nacional de Montevidéu: é um time que joga mal, não merecia ter se classificado, foi inferior ao seu rival, o modesto Oriente Petrolero, perdeu alguns titulares devido às punições impostas pela justiça comum do país, mas que tem esperanças em algumas contratações que podem ser boas, como a repatriação de Coates, por exemplo, um zagueiro mediano, bom para parâmetros sul-americanos que pode formar uma boa dupla com o veterano Scotti. Também repatriou o razoável goleiro Munúa, que veio da Fiorentina e que, acreditem se quiser, ainda conta com Recoba na dianteira.
Flamengo: um time horroroso que namorou com o rebaixamento e que acabou se classificando pela estupidez de dar vaga para quem ganha a enfadonha Copa do Brasil. Vale lembrar que o time carioca é protagonista de papelões recentemente no cenário internacional e não vejo chances de que algo diferente aconteça. Não saberia destacar algum jogador do elenco rubro-negro.
Peñarol: o maior clube do continente ultimamente tem como sua principal arma a camisa histórica e que o levou até a final de 2011. Para mim é mais time que o seu rival Nacional, mas sem grande margem de erro. Aposta ainda em veteranos como Pacheco, Estoyanoff, Órteman, Darío Rodríguez e Zalayeta. Não acho que terá protagonismo na competição apesar do peso de seu nome.
Palpites:
Grupo 1: Vélez Sarsfield e Atlético Paranaense;
Grupo 2: San Lorenzo e Botafogo;
Grupo 3: Lanús e Deportivo Cali;
Grupo 4: Atlético Mineiro e Santa Fe;
Grupo 5: Cruzeiro e Universidad de Chile;
Grupo 6: Nacional de Medellín e Newells Old Boys;
Grupo 7: Flamengo e Bolívar;
Grupo 8: Santos Laguna e Arsenal.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Ranquim Atualizado
Com um atraso de um mês mais ou menos, publico o meu ranquim de futebol atualizado após a conquista do Bayern Münich do Mundial Interclubes. O atraso se deveu a viagens de final de ano e uma atualização de pontuação que agora incluirá um ranquim de seleções e também ranquim de ligas nacionais. Ajustes contra desvios de pontuação também foram feitos no melhor e mais justo ranquim de futebol jamais publicado no planeta.
Um breve comentário sobre mundial, lamentável a atuação do Atlético Mineiro comprovando que é um clube apenas mediano no cenário do futebol internacional. Assim como em 2011, o clube europeu não precisou enfrentar o time sul-americano na final o que acabou esvaziando a competição que finalizou com uma final em ritmo de treino mais uma vez.
Chega de papo, já comentei no passado sobre a eliminação mineira, vamos, primeiro, ao ranquim de ligas mais competitivas do planeta com sua devida pontuação:
1. Argentina – 2998;
2. Espanha – 2929;
3. Brasil – 2910;
4. Itália – 2814;
5. Inglaterra – 2804;
6. Alemanha – 2753;
7. Uruguai – 1681;
8. França – 1605;
9. Portugal – 1517;
10. Holanda – 1507.
O ranquim não analisa nem considera aspectos incalculáveis como “qualidade técnica” por exemplo o que rebaixaria ligas como a argentina e a brasileira e subiria a liga inglesa e alemã; somente são considerados aspectos matemáticos e calculáveis como títulos continentais e mundiais conquistados pelos clubes de cada liga bem como desempenho em geral em competições internacionais.
Segue o ranquim de clubes com os 50 que compõem a primeira divisão do futebol mundial:
1. Real Madrid – Espanha: 485;
2. Bayern Münich – Alemanha: 480;
3. AC Milan – Itália: 397;
4. Peñarol – Uruguai: 339;
5. Barcelona – Espanha: 336;
6. Juventus – Itália: 330;
7. Manchester U – Inglaterra: 306;
8. Boca Juniors – Argentina: 302;
9. Nacional – Uruguai: 284;
10. Ajax – Holanda – 281;
11. Inter Milan – Itália: 263;
12. Independiente – Argentina: 259;
13. Porto – Portugal: 257;
14. Liverpool – Inglaterra: 255;
15. River Plate – Argentina: 228;
16. São Paulo – Brasil: 220;
17. Olimpia – Paraguai: 180;
18. Benfica – Portugal: 177;
19. Santos – Brasil: 151;
20. PSV – Holanda: 147;
21. Celtic – Escócia: 144;
22. Estudiantes – Argentina: 131;
23. Olympiakos – Grécia: 120;
24. Vélez Sarsfield – Argentina: 119;
25. Flamengo – Brasil e Corinthians – Brasil: 117;
27. Colo-Colo - Chile: 115;
28. Dortmund – Alemanha: 114;
29. Rangers – Escócia: 112;
30. Internacional – Brasil: 107;
31. Palmeiras – Brasil: 106;
32. Estrela Vermelha – Sérvia: 102;
33. Dínamo Kiev – Ucrânia: 100;
34. Dynamo Dresden – Alemanha: 96;
35. Grêmio – Rio Grande do Sul: 92;
36. Feyenoord – Holanda: 90,3;
37. SC Anderlecht – Bélgica: 90;
38. Arsenal – Inglaterra: 84;
39. Atl Madrid – Espanha: 83,9;
40. Steua Bucareste – Romênia: 83,1;
41. Galatasaray – Turquia: 78,2;
42. America de Cali – Colômbia: 78;
43. Nacional – Colômbia: 77,6;
44. Vasco – Brasil: 77,5;
45. Cerro Porteño – Paraguai: 76,8;
46. Marseille – França: 76,2;
47. Rosenborg – Noruega: 72;
48. Borussia MG – Alemanha: 69;
49. Sparta Praga – República Tcheca: 68;
50. Cruzeiro – Brasil: 67.
Os únicos gigantes do futebol mundial que atualmente não figuram nas principais categorias do futebol de seus respectivos países são: Independiente que está na segunda divisão do futebol argentino desde a temporada passada e pela primeira vez na sua rica história, Rangers, que devido a problemas financeiros faliu, foi refundado e foi rebaixado para a quarta divisão escocesa, mas que hoje já figura na terceira, Dynamo Dresden, clube que teve seus êxitos na época da Alemanha dividida e que hoje figura na segunda divisão desse país, América de Cali que já está na sua segunda temporada na segunda divisão colombiana e Vasco, recentemente rebaixado no Brasil;
O clube com mais conquistas mundiais é o AC Milan, com quatro títulos; os clubes com o maior número de títulos continentais são o próprio AC Milan e o Independiente, com sete mundiais cada um; o maior coletor de títulos domésticos é o Al-Ahly do Egito com 25 taças e, se limitamos aos clubes grandes, Olympiakos e Dinamo Kiev seriam os maiores vencedores com uma estrela a menos que o clube egípcio citado.
Na lista completa figuram 746 clubes de 78 países.
Considerando apenas os clubes grandes, o país com mais representantes é o Brasil com nove clubes, seguido de Argentina com cinco e Alemanha com quatro.
Finalizado o tema clubístico, segue o ranquim de seleções:
1. Brasil – 582;
2. Alemanha – 494;
3. Itália – 407;
4. Espanha – 337;
5. Argentina – 327;
6. França – 301;
7. Uruguai – 279;
8. Inglaterra – 223;
9. Holanda – 207;
10. Rússia – 199;
11. Ucrânia – 173;
12. República Tcheca – 169;
13. Croácia – 165;
14. Letônia – 159;
15. Uzbequistão – 155.
Por fim, para os que têm curiosidade, volto aos clubes e divulgo a lista dos clubes que comporiam uma “segunda divisão” do futebol mundial, clubes os quais que eu denomino “médios” dentro do cenário internacional.
51. Bolívar – Bolívia;
52. LDU – Equador;
53. Fenerbahce – Turquia;
54. Saint-Etienne – Franç;
55. El Nacional – Equador;
56. Chelsea – Inglaterra;
57. Hamburg – Alemanha;
58. Panathinaikos – Grécia, Universitario – Peru, Rosario Central – Argentina, Partizan Belgrado – Sérvia e San Lorenzo – Argentina;
63. Fluminense – Brasil;
64. Austria Vienna – Áustria;
65. Lyon – França e Sporting Cristal – Peru;
67. Nottingham Forrest – Inglaterra;
68. Club Brugge KV – Bélgica;
69. Basel – Suíça e Newells Old Boys – Argentina;
71. Racing – Argentina;
72. Universidad de Chile – Chile;
73. CSKA – Bulgária;
74. Barcelona – Equador;
75. Dinamo Bucarest – Romênia;
76. Nantes – França;
77. Sporting – Portugal;
78. Valencia – Espanha;
79. Linfield – Irlanda do Norte;
80. Deportivo Cali – Colômbia;
81. Leeds – Inglaterra, Everton – Inglaterra e Grasshopper – Suíça;
84. Argentinos Juniors – Argentina e Spartak Moscou – Rússia;
86. Stuttgart – Alemanha, Werder Bremen – Alemanha, 1.FC Magdenurg – Alemanha e Besiktas – Turquia;
90. Monaco – França e AEK – Grécia;
92. Göteborg – Suécia;
93. Emelec – Equador;
94. Cobreloa – Chile;
95. Libertad – Paraguai;
96. Junior – Colômbia;
97. Aston Villa – Inglaterra;
98. Atlético Mineiro – Brasil;
99. Shakhtar Donets
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
O Mensalão
Nada mais adequado para se falar ao final de um ano do que o escândalo mais midiático da história desse país. O mensalão resume bem toda a podridão da mídia, da política e da sociedade brasileira. Temos oportunismo, ignorância, ódio, ideologia, negação de ideologia, acusação de ideologismo, parcialidade pornográfica, fanatismo, tudo isso girando em torno do maior escândalo de todos esses anos de governo do PT.
Começo com um pouco de história e negando a doutrina principal da mídia golpista e fanática nacional. Os meios de comunicação mais reacionários como a revista Veja, por exemplo, querem, de qualquer forma, meter por goela abaixo que o PT foi o inventor da corrupção no Brasil. Dizem, em devaneios ideológicos que chegam a ser cômicos, que o país nunca havia sido tão corrupto. Ignoram por livre e espontânea vontade que o período militar que foi apoiado por quase que a totalidade dessa mídia, foi o responsável por obras faraônicas e pelo período de maior evasão de divisas da história desse país. Foi, sem dúvidas, o período de vacas gordas para todos aqueles que desejavam encher a barriga de forma rápida e sorrateira. Depois tivemos Fernando Collor, tivemos também FHC e suas escandalosas privatizações e variações cambiais que aconteciam durante uma obscura madrugada. Todos esses três exemplos foram sumamente mais nocivos à pátria do que mensalão que não causou dano direto à sociedade e que, friamente analisando apenas os números, saiu mais barato para o estado.
Ainda falando dessa hipocrisia espalhafatosa da mídia anti-petista, vale destacar o histórico de “mensalões” que esse país já havia presenciado e não me refiro ao cronologicamente anterior mensalão do PSDB em Minas Gerais, e sim a mensalões ainda mais anciões.
Lembremos que o governo Kennedy comprou boa parte dos políticos brasileiros algo que não é uma divagação de pseudo comunista e sim um fato. Kennedy e sua trupe mantinham contatos seguidos com personagens cancerígenos da história política brasileira como Carlos Lacerda e sim compraram o apoio político que necessitavam para o subsequente golpe militar que foi financiado pelo Estados Unidos e embasado pela grande mídia. Falando em tucanos, o que dizer do mensalão de FHC que resultou com a compra do direito à reeleição que foi estreado, não por coincidência, pelo próprio FHC.
E o mensalão mineiro, já citado no texto, levado a cabo em Minas Gerais, antes do mensalão do PT e que, não sei por que, não foi julgado antes do mensalão petista o que respeitaria a ordem cronológica dos acontecimentos? Os petistas mais fanáticos e cegos bradam agora querendo o julgamento que nunca existiu do mensalão tucano o que, na cabeça desses dementes, trará uma paz impossível a suas consciências. Há também o recente “mensalão” tucano em Goiás.
Ainda falando em pássaros, não podemos deixar passar o novo escândalo do tucanato em São Paulo com o infinitamente mais nocivo ato de corrupção dos governos paulistas desde Mário Covas (!), vejam só, até o atual de Alckmin passando por Pita e companhia.
Por fim, para desarraigar essa ligação umbilical que a grande mídia quer vender entre o PT e a criação desse Frankestein brasileiro chamado “mensalão”, vale destacar que a maioria dos políticos que se deixaram corromper, ou seja, corruptos, não eram do próprio PT até porque seria ilógico, pois a ideia do mensalão era comprar apoio político algo já natural entre os próprios integrantes do partido. O PT pagou, corrompeu, mas alguém se vendeu, foi corrompido e esses últimos não eram petistas.
A grande chave da questão e antes que me acusem de defensor dos prisioneiros da Papuda, é que sou 100% a favor do julgamento e da condenação dos implicados no mensalão petista. Acho inclusive muito provável que o então presidente Lula estivesse pelo menos a par da situação e Lula escapou para desespero da direita raivosa. O que quero deixar às claras é que todo esse clamor popular orquestrado pela mídia direitista e que, fazendo uso das manifestações populares canalizou toda a insatisfação popular contra o partido que está, para o ódio dessa direita fascista brasileira, no poder, é duvidoso, é manhoso, é oportunista, é uma cartada desesperada de tirar, seja como for, seja através de artigos da Veja comprovando cientificamente que comunistas comiam humanos (sim, a Veja o fez em uma de suas edições) o PT do poder e parece que, ao que tudo indica, que não conseguirão.
Por que não conseguirão? A primeira resposta da direita fascista frustrada é que o governo petista “compra” a população através de seus programas sociais e, assim e por isso, o acusa de “populista”. Ora, analisemos essa acusação tão frequente. Se um governante faz um bom governo e ajuda a sua população, o mais lógico é que essa população vote nesses governantes e/ou nos seus aliados, é a pura lei do mérito. Qual então deveria ser o comportamento e amplio a pergunta para todos os ramos da sociedade? Se um bom trabalhador é promovido por ser capaz, será acusado de ter sido promovido somente porque é bom trabalhador? Sim, é lógico. O que deveria um político fazer, ser ruim para não ser acusado de populista e ser reeleito por ser bonito? O ódio da direita brasileira é cego e sem limites
Do lado petista, um festival de incoerências e radicalismos. A ala mais cegamente fanática nega a existência do mensalão e acusa a mídia de ser quem inventou o fato. Para piorar, não cessam as manifestações públicas de expoentes do partido entoando gritos de liberdade para os injustiçados o que acabam criando cenas do mais alto nível de insensatez para um partido que sempre vendeu a ideia de ética acima de tudo. Seguimos e temos o xou de horror das propostas incoerentes de trabalho para condenados como Zé Dirceu que oscilam entre 20 mil reais para ser gerente de um hotel em que os gerentes ganham dois mil e menos de um salário mínimo para trabalhar em uma cooperativa. Depois vêm as cenas de Genoíno querendo comprovar de qualquer modo que é um doente terminal para escapar do xadrez ao de lado de sua Yoko Ono. Depois vem Dilma que não vem, não condena publicamente os seus amigos picaretas e, ao contrário, se cala ou manifesta preocupação pela saúde de Genoíno entrando no jogo do ex-colega de exílio. O Brasil é, de fato, uma grande comédia ideológica.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Copa 2014
Depois de 2010, uma Copa do Mundo volta a ser realizada em um país que tem uma seleção grande. Vale destacar que em 2006 a Alemanha não fez uso de sua posição de país-sede, e acho que vale a pena analisar as copas do mundo onde o país-sede era uma seleção grande.
1930 – Uruguai, campeão Uruguai;
1934 – Itália, campeão Itália;
1938 – França, campeão Itália;
1950 – Brasil, campeão Uruguai;
1966 – Inglaterra, campeão Inglaterra;
1974 – Alemanha Ocidental, campeão Alemanha Ocidental;
1978 – Argentina, campeão Argentina;
1982 – Espanha, campeão Itália;
1990 – Itália, campeão Alemanha;
1998 – França, campeão França;
2006 – Alemanha, campeão Itália.
Sendo assim, de 11 copas do mundo sediadas por potências do futebol, em seis vezes o anfitrião ganhou. Acho que o fator local em uma copa do mundo é algo que faz uma grande diferença e ainda mais quando se trata de uma copa jogada na América do Sul, território tão distinto em vários fatores aos eventos realizados no continente europeu.
Vejo a Alemanha como o melhor time disparado, apesar de que o Brasil, por estar em casa, leva a obrigação de favorito. Correndo atrás destaco a Argentina pelo poderio extraterrestre de Messi e por contar com um ataque brilhante; a Espanha, que pode acordar no momento em que sim é necessário jogar de olhos abertos e depois vem uma leva de seleções menores, que dificilmente irão ganhar, mas que aposto que podem oferecer bons espetáculos, e aí, nesse grupo coloco o jovem e talentoso time belga, e a Colômbia e o Chile da América do Sul. Completa o grupo dos destacados algumas outras seleções gigantes como Itália, Uruguai e Holanda. Vejo algumas outras potências como França, Inglaterra e Portugal em desvantagem, pois não vêm jogando bem, apesar de ter potencial e, quem sabe, podem surpreender como o fez a Itália em 2006 ou a própria Alemanha em 2002 quando chegou à final com a pior seleção alemã de todos os tempos e o próprio Brasil campeão em 2002.
Abaixo, faço uma análise de todas as 11 seleções grandes que participarão do torneio, destacando também seus principais jogadores:
Brasil: a atual seleção brasileira tem novamente, assim como o foi em 1994, 2002 e 2010, como seu maior trunfo a defesa. Dani Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo são os melhores em suas posições mundialmente falando. Esse é o maior diferencial da seleção em um momento de carência de qualidade de zagueiros pelo mundo afora. Os volantes, fatores fundamentais dos times de Scolari, também são de bom nível, mas o grande déficit do time é o meio de campo ofensivo e o ataque. Não há um companheiro para Neymar no ataque que tenha qualidade internacional e aposto que Kaká, se segue bem no AC Milan, terá que ser obrigatoriamente convocado. Com um técnico que não passa de um motivador e uma defesa forte, soma-se a isso o fator local, e o Brasil sempre é favorito. Vale pensar em um Campeonato Brasileiro onde os clubes grandes que têm estádio pra jogar, São Paulo, Santos, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Vasco ou Cruzeiro, joguem todos seus jogos em casa. É quase impossível que não sejam campeões.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Neymar.
Alemanha: para mim, a melhor seleção do planeta na atualidade. Vejo dois problemas corrigidos no time germânico: se deram conta que não são imbatíveis e que têm que respeitar todos os adversários. Digo isso porque era nítida a arrogância e o egocentrismo das últimas seleções alemãs que pareciam ganhar os jogos antes de jogá-los, o mesmo comportamento dos holandeses, esses ainda pior, porque têm apenas uma Euro, nada mais; o segundo “problema corrigido” que é relacionado ao primeiro, é a juventude. A Alemanha é uma seleção extremamente jovem, mas era ainda mais em competições passadas, obviamente. Acho que a Alemanha, assim como a Espanha, são as únicas seleções que teriam chances de títulos escalando dois times, tamanha é a quantidade de talento individual. A Alemanha tem um grande técnico, no mínimo dois ou três jogadores por posição, a exceção da defesa. Dois grandes goleiros, jogadores em grande fase, basta ver que a final da última Champions foi entre dois clubes desse país e que todos os seus representantes na atual versão da Champions classificaram. A força ofensiva, a vitalidade, o preparo físico e a técnica de seus jogadores, tudo isso somado, é o meu favorito.
Principais destaques individuais: Reus, Müller, Kroos, Özil e Schweinsteiger.
Itália: teria que fazer uma pesquisa maior, mas acredito que a Itália, talvez nos anos 30, mas depois disso acho que não, nunca entrou como favorita a uma Copa do Mundo. E ganhou quatro além de perder uma final nos pênaltis. Uma seleção que sempre é montada desde a defesa até o ataque, que mais especula do que ataca, agora tem uma versão um pouco menos historicamente italiana. Prandelli é um técnico que também gosta de ser protagonista e ataca mais do que o normal para padrões italianos. Um ataque potente com El Shaarawy ou Rossi e Balotelli atormenta qualquer defesa. Para mim, falta um meio-campista ofensivo que aproxime mais os bons volantes defensivos como Montolivo, Marchisio e Pirlo com o ataque. A camisa azurra é o seu grande potencial.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Pirlo.
Espanha: é, para mim, difícil afirmar sem titubear que a Espanha está em decadência. Sim, joga menos que antes, ou seja, há uma decadência, mas é difícil mensurá-la. Acho que, tratando-se de jogadores que ganharam tudo com seus clubes e seleção, é muito difícil manter a concentração em jogos qualificatórios fáceis ou amistosos torneios de segunda importância como Copa das Confederações. Acho que, quando chegue a hora de, novamente, jogar pra valer, o futebol espanhol volta a aparecer. A quantidade de craques do meio pra frente é impressionante: Isco, Xavi, Iniesta, Matta, Silva, Negredo, Pedro, Callejón, Navas, Cazorla, Torres, Fabregas, Xavi Alonso, Busquets...e por aí vai. Para mim, pesa a visível decadência e quando digo visível digo que é enorme de Xavi e a falta (impressionante) de gols. Acho que Del Bosque peca no preciosismo estético quando deveria dar mais opções de chegadas ao gol ao seu time. A defesa, a exceção de Ramos e Piqué, é duvidosa e nem o goleiro é uma certeza já que Casillas vem sem ritmo.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Iniesta, Fabregas, Isco.
Argentina: quando se fala de Argentina, temos que começar por Messi. Se Messi continua arrastando lesões, as chances argentinas diminuem excessivamente. Com Messi em forma, a Argentina disputa o título. A grande diferença da Argentina de 2010 para a atual não é nem o Messi afirmado na seleção que não existia em 2010 e sim o fato de ter um técnico de verdade. Maradona era um motivador, mas não passava disso. Por ser um gênio, nunca precisou de tática para jogar. Sabella é um grande técnico e um grande estudioso do futebol. Meticuloso, analisa todos os fatores que podem ser decisivos. Conhece muito de futebol e sabe que, se conseguir uma defesa no mínimo aceitável que dê tranquilidade para ele manter o tridente ofensivo com Messi, Agüero e Higuaín que é o melhor do mundo, as chances aumentam e muito. Na cabeça de Sabella não vale a pena tirar um desses três e reforçar o meio-campo defensivo. Crê Sabella que sua arma mais letal é deixá-los juntos. O goleiro é um grande problema. Sabella é teimoso e insiste em goleiros que são reservas em seus times e de temporadas fracas como Romero, que é reserva aonde vai e Andújar. Deveria apostar em Orión e acho que, se os dois primeiros não mudam seus rumos nesses seis meses que faltam, Orión assume o comando.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Agüero, já que Messi não conta.
França: em termos de elenco e história, a França poderia fazer um bom campeonato, não digo ser campeã, mas sim ir bem. Tem Ribèry em brilhante momento, uma defesa confusa, um meio de campo com muito talento com jogadores jovens como Nasri e Pogba e um Giroud que disputa posição com um Benzema que alterna brilhantismo com apatia e até certo desinteresse em alguns momentos. Acho que falta uma unidade ao elenco e muito isso devido à questão racial, mas, se se aposta no talento, a França é uma grande equipe.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Ribèry.
Uruguai: a seleção do grande maestro Tabárez terminou o ano em uma curva ascendente. Depois da Copa América ganhada na Argentina, os charruas vinham em decadência, jogando mal e colocando em risco sua classificação à copa que veio na repescagem. No entanto, nos últimos jogos e até mesmo na Copa das Confederações onde mereceu uma melhor sorte na disputa contra os anfitriões, jogou bem, muito bem. Assim como na Itália, sua rival de grupo, falta um meia de ligação que foi Forlán, por exemplo, na copa passada, que hoje está enterrado. Assim como seus vizinhos argentinos, conta com um ataque fulminante com Cavani e Suárez que é, depois de Messi, o melhor atacante do planeta. Também não confio no goleiro, o acho fraquíssimo, iria de Sosa, goleiro do Vélez e a idade de Lugano é outra preocupação.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Suárez.
Inglaterra: segundo a imprensa britânica e seus principais expoentes no mundo do futebol, a seleção inglesa não tem chances nesse mundial e deve sim se preparar para a Euro 2016 ou a Copa 2018, muitos até falam em Catar 2022! Eu acho um absurdo tremendo. Evidentemente que sou crítico do time atual e ponho toda a culpa no técnico, um dos poucos remanescentes do futebol inglês antigo, de balão pra área e etc. Hodgson consegue fazer que um time que conta com Wilshere, Milner, Welbeck, Townsend, Chamberlain, Walcott, Young, Rooney, Lampard, Sturridge, Sterling, Lennon entre outros, jogue feio, jogue mal, jogue na bola aérea. Já disse outras vezes: em termos de meio-campo ofensivo e ataque, a Inglaterra é a melhor seleção do mundo junto com Espanha e Argentina. Mas a realidade é que um time que joga mal e vai de cabeça baixa ao Brasil. Uma pena porque também conta com excelentes jogadores em outras posições como Lescott, Johnson, Cole e Walker.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Rooney.
Holanda: como já comentei quando falava sobre os alemães, a Holanda, uma seleção com muito talento e poucas conquistas, deve se preocupar mais em baixar a cabeça e jogar do que entrar achando que o jogo está ganho. Um time muito novo do meio de campo para trás, mas com bons jogadores e um ataque fulminante com Robben, de excelente fase e Van Persie, por exemplo. A grande diferença da Holanda que perdeu a final na África do Sul está no banco. Louis Van Gaal chegou para talvez cobrar maior comprometimento defensivo de um time que historicamente prioriza o ataque deixando a defesa em segundo plano o que é complicado no futebol atual.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Robben.
Rússia: a seleção russa é um time muito duro de ser batido. Não possui jogadores tão famosos e isso acontece porque seus melhores talentos não são suficientemente brilhantes para despertarem o interesse das potências do continente, mas são sim muito bons, alguns muito talentosos e que ficam no país devido ao dinheiro das máfias corporativas que lavam dinheiro nos clubes locais. Arshavin foi uma exceção, é um craque, segue sendo chamado, mas é reserva.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais):Zhirkov.
Croácia: infelizmente o técnico atual Stimac não prioriza o característico futebol técnico tradicional entre as repúblicas da ex-Iugoslávia como o fazia Bilic. Mesmo assim, os croatas contam com excelentes jogadores como Modric e Mandzukic, por exemplo, jogadores titulares de Real Madrid e Bayern Münich, nada mais e nada menos. Somam-se outros bons jogadores e aposto que a Croácia pode fazer uma boa Copa do Mundo apesar de que, com uma postura mais afeita ao seu estilo de jogo tradicional, poderia ir melhor.
Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Modric.
Para finalmente terminar, aqui apresento meus palpites para desde a primeira fase até a final e o consequente campeão:
GRUPO A:
Brasil
Croácia
México
Camarões
GRUPO B:
Espanha
Holanda
Chile
Austrália
GRUPO C:
Colômbia
Costa do Marfim
Grécia
Japão
GRUPO D:
Uruguai
Itália
Inglaterra
Costa Rica
GRUPO E:
França
Equador
Suíça
Honduras
GRUPO F:
Argentina
Nigéria
Bósnia
Irã
GRUPO G:
Alemanha
Estados Unidos
Gana
Portugal
GRUPO H:
Bélgica
Rússia
Coreia do Sul
Argélia
OITAVAS-DE-FINAL:
Brasil x Holanda
Colômbia x Itália
França x Nigéria
Alemanha x Rússia
Espanha x Croácia
Uruguai x Costa do Marfim
Argentina x Equador
Bélgica x Estados Unidos
QUARTAS-DE-FINAL:
Brasil x Colômbia
França x Alemanha
Espanha x Uruguai
Argentina x Estados Unidos
SEMIFINAIS:
Colômbia x Alemanha
Espanha x Argentina
FINAL:
Alemanha x Argentina
CAMPEÃO: Alemanha
VICE: Argentina
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