quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ranquim Atualizado

Com um atraso de um mês mais ou menos, publico o meu ranquim de futebol atualizado após a conquista do Bayern Münich do Mundial Interclubes. O atraso se deveu a viagens de final de ano e uma atualização de pontuação que agora incluirá um ranquim de seleções e também ranquim de ligas nacionais. Ajustes contra desvios de pontuação também foram feitos no melhor e mais justo ranquim de futebol jamais publicado no planeta. Um breve comentário sobre mundial, lamentável a atuação do Atlético Mineiro comprovando que é um clube apenas mediano no cenário do futebol internacional. Assim como em 2011, o clube europeu não precisou enfrentar o time sul-americano na final o que acabou esvaziando a competição que finalizou com uma final em ritmo de treino mais uma vez. Chega de papo, já comentei no passado sobre a eliminação mineira, vamos, primeiro, ao ranquim de ligas mais competitivas do planeta com sua devida pontuação: 1. Argentina – 2998; 2. Espanha – 2929; 3. Brasil – 2910; 4. Itália – 2814; 5. Inglaterra – 2804; 6. Alemanha – 2753; 7. Uruguai – 1681; 8. França – 1605; 9. Portugal – 1517; 10. Holanda – 1507. O ranquim não analisa nem considera aspectos incalculáveis como “qualidade técnica” por exemplo o que rebaixaria ligas como a argentina e a brasileira e subiria a liga inglesa e alemã; somente são considerados aspectos matemáticos e calculáveis como títulos continentais e mundiais conquistados pelos clubes de cada liga bem como desempenho em geral em competições internacionais. Segue o ranquim de clubes com os 50 que compõem a primeira divisão do futebol mundial: 1. Real Madrid – Espanha: 485; 2. Bayern Münich – Alemanha: 480; 3. AC Milan – Itália: 397; 4. Peñarol – Uruguai: 339; 5. Barcelona – Espanha: 336; 6. Juventus – Itália: 330; 7. Manchester U – Inglaterra: 306; 8. Boca Juniors – Argentina: 302; 9. Nacional – Uruguai: 284; 10. Ajax – Holanda – 281; 11. Inter Milan – Itália: 263; 12. Independiente – Argentina: 259; 13. Porto – Portugal: 257; 14. Liverpool – Inglaterra: 255; 15. River Plate – Argentina: 228; 16. São Paulo – Brasil: 220; 17. Olimpia – Paraguai: 180; 18. Benfica – Portugal: 177; 19. Santos – Brasil: 151; 20. PSV – Holanda: 147; 21. Celtic – Escócia: 144; 22. Estudiantes – Argentina: 131; 23. Olympiakos – Grécia: 120; 24. Vélez Sarsfield – Argentina: 119; 25. Flamengo – Brasil e Corinthians – Brasil: 117; 27. Colo-Colo - Chile: 115; 28. Dortmund – Alemanha: 114; 29. Rangers – Escócia: 112; 30. Internacional – Brasil: 107; 31. Palmeiras – Brasil: 106; 32. Estrela Vermelha – Sérvia: 102; 33. Dínamo Kiev – Ucrânia: 100; 34. Dynamo Dresden – Alemanha: 96; 35. Grêmio – Rio Grande do Sul: 92; 36. Feyenoord – Holanda: 90,3; 37. SC Anderlecht – Bélgica: 90; 38. Arsenal – Inglaterra: 84; 39. Atl Madrid – Espanha: 83,9; 40. Steua Bucareste – Romênia: 83,1; 41. Galatasaray – Turquia: 78,2; 42. America de Cali – Colômbia: 78; 43. Nacional – Colômbia: 77,6; 44. Vasco – Brasil: 77,5; 45. Cerro Porteño – Paraguai: 76,8; 46. Marseille – França: 76,2; 47. Rosenborg – Noruega: 72; 48. Borussia MG – Alemanha: 69; 49. Sparta Praga – República Tcheca: 68; 50. Cruzeiro – Brasil: 67. Os únicos gigantes do futebol mundial que atualmente não figuram nas principais categorias do futebol de seus respectivos países são: Independiente que está na segunda divisão do futebol argentino desde a temporada passada e pela primeira vez na sua rica história, Rangers, que devido a problemas financeiros faliu, foi refundado e foi rebaixado para a quarta divisão escocesa, mas que hoje já figura na terceira, Dynamo Dresden, clube que teve seus êxitos na época da Alemanha dividida e que hoje figura na segunda divisão desse país, América de Cali que já está na sua segunda temporada na segunda divisão colombiana e Vasco, recentemente rebaixado no Brasil; O clube com mais conquistas mundiais é o AC Milan, com quatro títulos; os clubes com o maior número de títulos continentais são o próprio AC Milan e o Independiente, com sete mundiais cada um; o maior coletor de títulos domésticos é o Al-Ahly do Egito com 25 taças e, se limitamos aos clubes grandes, Olympiakos e Dinamo Kiev seriam os maiores vencedores com uma estrela a menos que o clube egípcio citado. Na lista completa figuram 746 clubes de 78 países. Considerando apenas os clubes grandes, o país com mais representantes é o Brasil com nove clubes, seguido de Argentina com cinco e Alemanha com quatro. Finalizado o tema clubístico, segue o ranquim de seleções: 1. Brasil – 582; 2. Alemanha – 494; 3. Itália – 407; 4. Espanha – 337; 5. Argentina – 327; 6. França – 301; 7. Uruguai – 279; 8. Inglaterra – 223; 9. Holanda – 207; 10. Rússia – 199; 11. Ucrânia – 173; 12. República Tcheca – 169; 13. Croácia – 165; 14. Letônia – 159; 15. Uzbequistão – 155. Por fim, para os que têm curiosidade, volto aos clubes e divulgo a lista dos clubes que comporiam uma “segunda divisão” do futebol mundial, clubes os quais que eu denomino “médios” dentro do cenário internacional. 51. Bolívar – Bolívia; 52. LDU – Equador; 53. Fenerbahce – Turquia; 54. Saint-Etienne – Franç; 55. El Nacional – Equador; 56. Chelsea – Inglaterra; 57. Hamburg – Alemanha; 58. Panathinaikos – Grécia, Universitario – Peru, Rosario Central – Argentina, Partizan Belgrado – Sérvia e San Lorenzo – Argentina; 63. Fluminense – Brasil; 64. Austria Vienna – Áustria; 65. Lyon – França e Sporting Cristal – Peru; 67. Nottingham Forrest – Inglaterra; 68. Club Brugge KV – Bélgica; 69. Basel – Suíça e Newells Old Boys – Argentina; 71. Racing – Argentina; 72. Universidad de Chile – Chile; 73. CSKA – Bulgária; 74. Barcelona – Equador; 75. Dinamo Bucarest – Romênia; 76. Nantes – França; 77. Sporting – Portugal; 78. Valencia – Espanha; 79. Linfield – Irlanda do Norte; 80. Deportivo Cali – Colômbia; 81. Leeds – Inglaterra, Everton – Inglaterra e Grasshopper – Suíça; 84. Argentinos Juniors – Argentina e Spartak Moscou – Rússia; 86. Stuttgart – Alemanha, Werder Bremen – Alemanha, 1.FC Magdenurg – Alemanha e Besiktas – Turquia; 90. Monaco – França e AEK – Grécia; 92. Göteborg – Suécia; 93. Emelec – Equador; 94. Cobreloa – Chile; 95. Libertad – Paraguai; 96. Junior – Colômbia; 97. Aston Villa – Inglaterra; 98. Atlético Mineiro – Brasil; 99. Shakhtar Donets

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Mensalão

Nada mais adequado para se falar ao final de um ano do que o escândalo mais midiático da história desse país. O mensalão resume bem toda a podridão da mídia, da política e da sociedade brasileira. Temos oportunismo, ignorância, ódio, ideologia, negação de ideologia, acusação de ideologismo, parcialidade pornográfica, fanatismo, tudo isso girando em torno do maior escândalo de todos esses anos de governo do PT. Começo com um pouco de história e negando a doutrina principal da mídia golpista e fanática nacional. Os meios de comunicação mais reacionários como a revista Veja, por exemplo, querem, de qualquer forma, meter por goela abaixo que o PT foi o inventor da corrupção no Brasil. Dizem, em devaneios ideológicos que chegam a ser cômicos, que o país nunca havia sido tão corrupto. Ignoram por livre e espontânea vontade que o período militar que foi apoiado por quase que a totalidade dessa mídia, foi o responsável por obras faraônicas e pelo período de maior evasão de divisas da história desse país. Foi, sem dúvidas, o período de vacas gordas para todos aqueles que desejavam encher a barriga de forma rápida e sorrateira. Depois tivemos Fernando Collor, tivemos também FHC e suas escandalosas privatizações e variações cambiais que aconteciam durante uma obscura madrugada. Todos esses três exemplos foram sumamente mais nocivos à pátria do que mensalão que não causou dano direto à sociedade e que, friamente analisando apenas os números, saiu mais barato para o estado. Ainda falando dessa hipocrisia espalhafatosa da mídia anti-petista, vale destacar o histórico de “mensalões” que esse país já havia presenciado e não me refiro ao cronologicamente anterior mensalão do PSDB em Minas Gerais, e sim a mensalões ainda mais anciões. Lembremos que o governo Kennedy comprou boa parte dos políticos brasileiros algo que não é uma divagação de pseudo comunista e sim um fato. Kennedy e sua trupe mantinham contatos seguidos com personagens cancerígenos da história política brasileira como Carlos Lacerda e sim compraram o apoio político que necessitavam para o subsequente golpe militar que foi financiado pelo Estados Unidos e embasado pela grande mídia. Falando em tucanos, o que dizer do mensalão de FHC que resultou com a compra do direito à reeleição que foi estreado, não por coincidência, pelo próprio FHC. E o mensalão mineiro, já citado no texto, levado a cabo em Minas Gerais, antes do mensalão do PT e que, não sei por que, não foi julgado antes do mensalão petista o que respeitaria a ordem cronológica dos acontecimentos? Os petistas mais fanáticos e cegos bradam agora querendo o julgamento que nunca existiu do mensalão tucano o que, na cabeça desses dementes, trará uma paz impossível a suas consciências. Há também o recente “mensalão” tucano em Goiás. Ainda falando em pássaros, não podemos deixar passar o novo escândalo do tucanato em São Paulo com o infinitamente mais nocivo ato de corrupção dos governos paulistas desde Mário Covas (!), vejam só, até o atual de Alckmin passando por Pita e companhia. Por fim, para desarraigar essa ligação umbilical que a grande mídia quer vender entre o PT e a criação desse Frankestein brasileiro chamado “mensalão”, vale destacar que a maioria dos políticos que se deixaram corromper, ou seja, corruptos, não eram do próprio PT até porque seria ilógico, pois a ideia do mensalão era comprar apoio político algo já natural entre os próprios integrantes do partido. O PT pagou, corrompeu, mas alguém se vendeu, foi corrompido e esses últimos não eram petistas. A grande chave da questão e antes que me acusem de defensor dos prisioneiros da Papuda, é que sou 100% a favor do julgamento e da condenação dos implicados no mensalão petista. Acho inclusive muito provável que o então presidente Lula estivesse pelo menos a par da situação e Lula escapou para desespero da direita raivosa. O que quero deixar às claras é que todo esse clamor popular orquestrado pela mídia direitista e que, fazendo uso das manifestações populares canalizou toda a insatisfação popular contra o partido que está, para o ódio dessa direita fascista brasileira, no poder, é duvidoso, é manhoso, é oportunista, é uma cartada desesperada de tirar, seja como for, seja através de artigos da Veja comprovando cientificamente que comunistas comiam humanos (sim, a Veja o fez em uma de suas edições) o PT do poder e parece que, ao que tudo indica, que não conseguirão. Por que não conseguirão? A primeira resposta da direita fascista frustrada é que o governo petista “compra” a população através de seus programas sociais e, assim e por isso, o acusa de “populista”. Ora, analisemos essa acusação tão frequente. Se um governante faz um bom governo e ajuda a sua população, o mais lógico é que essa população vote nesses governantes e/ou nos seus aliados, é a pura lei do mérito. Qual então deveria ser o comportamento e amplio a pergunta para todos os ramos da sociedade? Se um bom trabalhador é promovido por ser capaz, será acusado de ter sido promovido somente porque é bom trabalhador? Sim, é lógico. O que deveria um político fazer, ser ruim para não ser acusado de populista e ser reeleito por ser bonito? O ódio da direita brasileira é cego e sem limites Do lado petista, um festival de incoerências e radicalismos. A ala mais cegamente fanática nega a existência do mensalão e acusa a mídia de ser quem inventou o fato. Para piorar, não cessam as manifestações públicas de expoentes do partido entoando gritos de liberdade para os injustiçados o que acabam criando cenas do mais alto nível de insensatez para um partido que sempre vendeu a ideia de ética acima de tudo. Seguimos e temos o xou de horror das propostas incoerentes de trabalho para condenados como Zé Dirceu que oscilam entre 20 mil reais para ser gerente de um hotel em que os gerentes ganham dois mil e menos de um salário mínimo para trabalhar em uma cooperativa. Depois vêm as cenas de Genoíno querendo comprovar de qualquer modo que é um doente terminal para escapar do xadrez ao de lado de sua Yoko Ono. Depois vem Dilma que não vem, não condena publicamente os seus amigos picaretas e, ao contrário, se cala ou manifesta preocupação pela saúde de Genoíno entrando no jogo do ex-colega de exílio. O Brasil é, de fato, uma grande comédia ideológica.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Copa 2014

Depois de 2010, uma Copa do Mundo volta a ser realizada em um país que tem uma seleção grande. Vale destacar que em 2006 a Alemanha não fez uso de sua posição de país-sede, e acho que vale a pena analisar as copas do mundo onde o país-sede era uma seleção grande. 1930 – Uruguai, campeão Uruguai; 1934 – Itália, campeão Itália; 1938 – França, campeão Itália; 1950 – Brasil, campeão Uruguai; 1966 – Inglaterra, campeão Inglaterra; 1974 – Alemanha Ocidental, campeão Alemanha Ocidental; 1978 – Argentina, campeão Argentina; 1982 – Espanha, campeão Itália; 1990 – Itália, campeão Alemanha; 1998 – França, campeão França; 2006 – Alemanha, campeão Itália. Sendo assim, de 11 copas do mundo sediadas por potências do futebol, em seis vezes o anfitrião ganhou. Acho que o fator local em uma copa do mundo é algo que faz uma grande diferença e ainda mais quando se trata de uma copa jogada na América do Sul, território tão distinto em vários fatores aos eventos realizados no continente europeu. Vejo a Alemanha como o melhor time disparado, apesar de que o Brasil, por estar em casa, leva a obrigação de favorito. Correndo atrás destaco a Argentina pelo poderio extraterrestre de Messi e por contar com um ataque brilhante; a Espanha, que pode acordar no momento em que sim é necessário jogar de olhos abertos e depois vem uma leva de seleções menores, que dificilmente irão ganhar, mas que aposto que podem oferecer bons espetáculos, e aí, nesse grupo coloco o jovem e talentoso time belga, e a Colômbia e o Chile da América do Sul. Completa o grupo dos destacados algumas outras seleções gigantes como Itália, Uruguai e Holanda. Vejo algumas outras potências como França, Inglaterra e Portugal em desvantagem, pois não vêm jogando bem, apesar de ter potencial e, quem sabe, podem surpreender como o fez a Itália em 2006 ou a própria Alemanha em 2002 quando chegou à final com a pior seleção alemã de todos os tempos e o próprio Brasil campeão em 2002. Abaixo, faço uma análise de todas as 11 seleções grandes que participarão do torneio, destacando também seus principais jogadores: Brasil: a atual seleção brasileira tem novamente, assim como o foi em 1994, 2002 e 2010, como seu maior trunfo a defesa. Dani Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo são os melhores em suas posições mundialmente falando. Esse é o maior diferencial da seleção em um momento de carência de qualidade de zagueiros pelo mundo afora. Os volantes, fatores fundamentais dos times de Scolari, também são de bom nível, mas o grande déficit do time é o meio de campo ofensivo e o ataque. Não há um companheiro para Neymar no ataque que tenha qualidade internacional e aposto que Kaká, se segue bem no AC Milan, terá que ser obrigatoriamente convocado. Com um técnico que não passa de um motivador e uma defesa forte, soma-se a isso o fator local, e o Brasil sempre é favorito. Vale pensar em um Campeonato Brasileiro onde os clubes grandes que têm estádio pra jogar, São Paulo, Santos, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Vasco ou Cruzeiro, joguem todos seus jogos em casa. É quase impossível que não sejam campeões. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Neymar. Alemanha: para mim, a melhor seleção do planeta na atualidade. Vejo dois problemas corrigidos no time germânico: se deram conta que não são imbatíveis e que têm que respeitar todos os adversários. Digo isso porque era nítida a arrogância e o egocentrismo das últimas seleções alemãs que pareciam ganhar os jogos antes de jogá-los, o mesmo comportamento dos holandeses, esses ainda pior, porque têm apenas uma Euro, nada mais; o segundo “problema corrigido” que é relacionado ao primeiro, é a juventude. A Alemanha é uma seleção extremamente jovem, mas era ainda mais em competições passadas, obviamente. Acho que a Alemanha, assim como a Espanha, são as únicas seleções que teriam chances de títulos escalando dois times, tamanha é a quantidade de talento individual. A Alemanha tem um grande técnico, no mínimo dois ou três jogadores por posição, a exceção da defesa. Dois grandes goleiros, jogadores em grande fase, basta ver que a final da última Champions foi entre dois clubes desse país e que todos os seus representantes na atual versão da Champions classificaram. A força ofensiva, a vitalidade, o preparo físico e a técnica de seus jogadores, tudo isso somado, é o meu favorito. Principais destaques individuais: Reus, Müller, Kroos, Özil e Schweinsteiger. Itália: teria que fazer uma pesquisa maior, mas acredito que a Itália, talvez nos anos 30, mas depois disso acho que não, nunca entrou como favorita a uma Copa do Mundo. E ganhou quatro além de perder uma final nos pênaltis. Uma seleção que sempre é montada desde a defesa até o ataque, que mais especula do que ataca, agora tem uma versão um pouco menos historicamente italiana. Prandelli é um técnico que também gosta de ser protagonista e ataca mais do que o normal para padrões italianos. Um ataque potente com El Shaarawy ou Rossi e Balotelli atormenta qualquer defesa. Para mim, falta um meio-campista ofensivo que aproxime mais os bons volantes defensivos como Montolivo, Marchisio e Pirlo com o ataque. A camisa azurra é o seu grande potencial. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Pirlo. Espanha: é, para mim, difícil afirmar sem titubear que a Espanha está em decadência. Sim, joga menos que antes, ou seja, há uma decadência, mas é difícil mensurá-la. Acho que, tratando-se de jogadores que ganharam tudo com seus clubes e seleção, é muito difícil manter a concentração em jogos qualificatórios fáceis ou amistosos torneios de segunda importância como Copa das Confederações. Acho que, quando chegue a hora de, novamente, jogar pra valer, o futebol espanhol volta a aparecer. A quantidade de craques do meio pra frente é impressionante: Isco, Xavi, Iniesta, Matta, Silva, Negredo, Pedro, Callejón, Navas, Cazorla, Torres, Fabregas, Xavi Alonso, Busquets...e por aí vai. Para mim, pesa a visível decadência e quando digo visível digo que é enorme de Xavi e a falta (impressionante) de gols. Acho que Del Bosque peca no preciosismo estético quando deveria dar mais opções de chegadas ao gol ao seu time. A defesa, a exceção de Ramos e Piqué, é duvidosa e nem o goleiro é uma certeza já que Casillas vem sem ritmo. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Iniesta, Fabregas, Isco. Argentina: quando se fala de Argentina, temos que começar por Messi. Se Messi continua arrastando lesões, as chances argentinas diminuem excessivamente. Com Messi em forma, a Argentina disputa o título. A grande diferença da Argentina de 2010 para a atual não é nem o Messi afirmado na seleção que não existia em 2010 e sim o fato de ter um técnico de verdade. Maradona era um motivador, mas não passava disso. Por ser um gênio, nunca precisou de tática para jogar. Sabella é um grande técnico e um grande estudioso do futebol. Meticuloso, analisa todos os fatores que podem ser decisivos. Conhece muito de futebol e sabe que, se conseguir uma defesa no mínimo aceitável que dê tranquilidade para ele manter o tridente ofensivo com Messi, Agüero e Higuaín que é o melhor do mundo, as chances aumentam e muito. Na cabeça de Sabella não vale a pena tirar um desses três e reforçar o meio-campo defensivo. Crê Sabella que sua arma mais letal é deixá-los juntos. O goleiro é um grande problema. Sabella é teimoso e insiste em goleiros que são reservas em seus times e de temporadas fracas como Romero, que é reserva aonde vai e Andújar. Deveria apostar em Orión e acho que, se os dois primeiros não mudam seus rumos nesses seis meses que faltam, Orión assume o comando. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Agüero, já que Messi não conta. França: em termos de elenco e história, a França poderia fazer um bom campeonato, não digo ser campeã, mas sim ir bem. Tem Ribèry em brilhante momento, uma defesa confusa, um meio de campo com muito talento com jogadores jovens como Nasri e Pogba e um Giroud que disputa posição com um Benzema que alterna brilhantismo com apatia e até certo desinteresse em alguns momentos. Acho que falta uma unidade ao elenco e muito isso devido à questão racial, mas, se se aposta no talento, a França é uma grande equipe. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Ribèry. Uruguai: a seleção do grande maestro Tabárez terminou o ano em uma curva ascendente. Depois da Copa América ganhada na Argentina, os charruas vinham em decadência, jogando mal e colocando em risco sua classificação à copa que veio na repescagem. No entanto, nos últimos jogos e até mesmo na Copa das Confederações onde mereceu uma melhor sorte na disputa contra os anfitriões, jogou bem, muito bem. Assim como na Itália, sua rival de grupo, falta um meia de ligação que foi Forlán, por exemplo, na copa passada, que hoje está enterrado. Assim como seus vizinhos argentinos, conta com um ataque fulminante com Cavani e Suárez que é, depois de Messi, o melhor atacante do planeta. Também não confio no goleiro, o acho fraquíssimo, iria de Sosa, goleiro do Vélez e a idade de Lugano é outra preocupação. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Suárez. Inglaterra: segundo a imprensa britânica e seus principais expoentes no mundo do futebol, a seleção inglesa não tem chances nesse mundial e deve sim se preparar para a Euro 2016 ou a Copa 2018, muitos até falam em Catar 2022! Eu acho um absurdo tremendo. Evidentemente que sou crítico do time atual e ponho toda a culpa no técnico, um dos poucos remanescentes do futebol inglês antigo, de balão pra área e etc. Hodgson consegue fazer que um time que conta com Wilshere, Milner, Welbeck, Townsend, Chamberlain, Walcott, Young, Rooney, Lampard, Sturridge, Sterling, Lennon entre outros, jogue feio, jogue mal, jogue na bola aérea. Já disse outras vezes: em termos de meio-campo ofensivo e ataque, a Inglaterra é a melhor seleção do mundo junto com Espanha e Argentina. Mas a realidade é que um time que joga mal e vai de cabeça baixa ao Brasil. Uma pena porque também conta com excelentes jogadores em outras posições como Lescott, Johnson, Cole e Walker. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Rooney. Holanda: como já comentei quando falava sobre os alemães, a Holanda, uma seleção com muito talento e poucas conquistas, deve se preocupar mais em baixar a cabeça e jogar do que entrar achando que o jogo está ganho. Um time muito novo do meio de campo para trás, mas com bons jogadores e um ataque fulminante com Robben, de excelente fase e Van Persie, por exemplo. A grande diferença da Holanda que perdeu a final na África do Sul está no banco. Louis Van Gaal chegou para talvez cobrar maior comprometimento defensivo de um time que historicamente prioriza o ataque deixando a defesa em segundo plano o que é complicado no futebol atual. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Robben. Rússia: a seleção russa é um time muito duro de ser batido. Não possui jogadores tão famosos e isso acontece porque seus melhores talentos não são suficientemente brilhantes para despertarem o interesse das potências do continente, mas são sim muito bons, alguns muito talentosos e que ficam no país devido ao dinheiro das máfias corporativas que lavam dinheiro nos clubes locais. Arshavin foi uma exceção, é um craque, segue sendo chamado, mas é reserva. Principal (ais) destaque (s) individual (ais):Zhirkov. Croácia: infelizmente o técnico atual Stimac não prioriza o característico futebol técnico tradicional entre as repúblicas da ex-Iugoslávia como o fazia Bilic. Mesmo assim, os croatas contam com excelentes jogadores como Modric e Mandzukic, por exemplo, jogadores titulares de Real Madrid e Bayern Münich, nada mais e nada menos. Somam-se outros bons jogadores e aposto que a Croácia pode fazer uma boa Copa do Mundo apesar de que, com uma postura mais afeita ao seu estilo de jogo tradicional, poderia ir melhor. Principal (ais) destaque (s) individual (ais): Modric. Para finalmente terminar, aqui apresento meus palpites para desde a primeira fase até a final e o consequente campeão: GRUPO A: Brasil Croácia México Camarões GRUPO B: Espanha Holanda Chile Austrália GRUPO C: Colômbia Costa do Marfim Grécia Japão GRUPO D: Uruguai Itália Inglaterra Costa Rica GRUPO E: França Equador Suíça Honduras GRUPO F: Argentina Nigéria Bósnia Irã GRUPO G: Alemanha Estados Unidos Gana Portugal GRUPO H: Bélgica Rússia Coreia do Sul Argélia OITAVAS-DE-FINAL: Brasil x Holanda Colômbia x Itália França x Nigéria Alemanha x Rússia Espanha x Croácia Uruguai x Costa do Marfim Argentina x Equador Bélgica x Estados Unidos QUARTAS-DE-FINAL: Brasil x Colômbia França x Alemanha Espanha x Uruguai Argentina x Estados Unidos SEMIFINAIS: Colômbia x Alemanha Espanha x Argentina FINAL: Alemanha x Argentina CAMPEÃO: Alemanha VICE: Argentina

sábado, 16 de novembro de 2013

As Manifestações

A falta de tempo e uma espera estratégica foram os motivos que me fizeram demorar tanto tempo para opinar sobre as intensas manifestações que tomaram as ruas do Brasil por um longo período de tempo. Analisando de forma oportunista, chego a uma conclusão pouco otimista enquanto aos resultados práticos de tanto furor. Há resultados positivos? Sim. O Rio Grande do Sul aprovou o passe livre para estudantes que, diga-se de passagem, foi o embrião de tudo que aconteceu subsequentemente e, para mim o ganho mais importante, aprovou-se o fim do voto secreto e parece que será estendido a todos os tipos de decisões. Isso é importante? Não sei, talvez não. Na teoria sim, mas na prática pode não ser. Saberemos quem são os criminosos que absolvem bandidos, mas, muito possivelmente, seguiremos elegendo esses criminosos assim como o fazemos com outras figuras sensacionais como Sarney e Collor. Ultimamente tenho estado obcecado com a insistência de que a direita e a esquerda existem e seguem demonstrando uma grande diferença de atos e forma de pensar. Durante as manifestações vimos todos esses grupos se manifestarem. A direita fez uso das manifestações de forma política e viu todo o alvoroço como uma única e última chance desesperada de derrotar o governo que os incomoda há mais de uma década. Abriu uma janela que parecia lacrada que é a chance de derrotar Dilma nas próximas eleições o que, sinceramente, acho que não ocorrerá. A extrema direita atrasada e raivosa brasileira se disfarçou de esquerda e foi para as ruas protestar coisa que, em outros tempos, seria tachada de ato de vandalismo ou de comunistas marginais. Mas a extrema esquerda também aproveitou e ressuscitou ideias já comprovadamente fracassadas como uma instauração de anarquismo, comunismo ou seja lá o que for, o que seria um retrocesso em uma democracia em fase de amadurecimento como a brasileira. Quem mais foi atingida por tudo isso foi a presidente Dilma que, na minha opinião, mesmo tendo suas mãos muitas vezes atadas, conseguiu reagir. Recriminou os atos de vandalismo assim como recriminou os exageros da polícia e sugeriu uma reforma política elaborada pelo povo, feita através de plebiscito popular. A proposta foi prontamente rechaçada pela direita fascista e retrógrada brasileira que, como não poderia ser diferente, defende que o povo é ignorante e não saberia escolher o que era o melhor para o país; ao mesmo tempo analisamos os motivos em que a maioria das pessoas estava nas ruas e chegamos à conclusão de que estes aí estavam porque já não confiam mais na representação política do país. Então, qual a saída? Deixar os rumos da reforma política nas mãos de políticos tachados de incompetentes ou deixar que o povo estude, se eduque e escolha o que quer? Acho a resposta lógica. Mas a direita raivosa não pensa, quer aproveitar o momento para derrubar Dilma e diz que dar voz ao povo sobre os rumos políticos do país é um erro, que sim devemos protestar contra os fracassos políticos, mas não muito, ou seja, no final das contas temos que baixar a cabeça e seguir esperando por um bom senso por parte dos políticos que teima em não aparecer. Em resumo, em meio a subgrupos como os dos homossexuais que sempre se metem em qualquer forma de protesto para exigir a criminalização da heterossexualidade ou sei lá o que, e de pseudocomunistas barbados que querem uma volta do que nunca existiu e nunca funcionou, e que aproveitam o momento para atirar pedras no Mc Donald´s estava essa posição bem marcada da direita oportunista: juntemo-nos ao povo, algo que repudiamos, para conseguir voltar ao já quase não recordado poder. Ai, como dói estar longe do poder... Em meio a tudo isso, analisando manifestações na Internet, notei o excessivo número de apelos da direita raivosa pela volta da ditadura, sim, a direita raivosa deixou a vergonha de lado e mais uma vez colocou as asinhas de fora e sugere o fim da democracia, pois essa visivelmente não funciona, vide a insatisfação popular. Ao mesmo tempo pergunto: será que essa era a ideia da maioria? Obviamente que não. Então, o que queria a maioria? Em primeiro lugar a maioria não defendia partidos políticos, pois seu grande rancor era justamente contra o sistema político, não especificamente com o governo atual ou com o anterior. A população simplesmente está cansada de serviços caros e ineficientes, corrupção que parece não acabar nunca não importando o governo que esteja no poder (apesar de que a ala da direita raivosa jura de pés juntos de que foi o PT quem inventou a corrupção) e o sistema político, o sistema político, esse é o grande ponto, o motivo de todos os problemas consequentes. Temos uma estrutura política cara e ineficiente; temos um sistema que dá base para a corrupção e a para a ineficiência, temos um sistema jurídico lento, ineficaz e amarrado a leis retrógradas e que devem ser modernizadas e adaptadas a nova realidade, esse é o problema, a maioria não estava nas ruas por ser contra os mensaleiros ou contra Dilma, era contra um status quo doentio e que parece ser para sempre. No entanto, nada é para sempre. Se o Império Romano um dia acabou, se a monarquia francesa um dia acabou, bem, o nosso sistema político não será o primeiro a ser imortal e o primeiro passo foi dado, apesar de ter sido mal interpretado pela maioria.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Direita, A Esquerda, Chávez E Companhia

Não tenho tido muito tempo para escrever e por isso demorei tanto para falar da morte de Hugo Chávez. Antes que seja acusado de atrasado, defendo a mim mesmo dizendo que a morte de Chávez e tudo que foi dito a respeito desse ícone tão polêmico da América Latina formarão argumentos que durarão muitas décadas mais. Não falo apenas da vida e morte de Chávez per se e sim, mais do que tudo, da velha discussão se ainda existem direita e esquerda. Chávez morreu para a alegria da direita sul-americana. Se eu uso o termo “direita” isso quer dizer que eu ainda acredito na divisão entre direita e esquerda e sim, eu acredito. Piamente. Antes que me mal interpretem, deixo claro que não acredito mais na instituição dos partidos políticos e obviamente não acredito que haja lógica nessas organizações e defendo minha opinião usando como exemplos os fisiológicos partidos políticos brasileiros e usando como exemplo máximo o abraço fraternal de Lula e Maluf, sem contar os anteriores abraços entre o ex-presidente e figuras como Sarney, Renan Calheiros, Michel Temer e etc. O PT, em uma busca frenética pelo poder e pela governabilidade, vendeu a alma ao diabo e fez alianças e amizades escusas que, por um lado lhe permitiu governar com certa tranquilidade e o fizeram bem, com mais de uma década de um bom governo, o melhor depois de Getúlio e Jango, eu diria. No entanto, manchou o seu nome, a sua marca, o seu ideal de partido imaculado e incorruptível. Para completar, não somente foram amigos do PT os envolvidos em escândalos de corrupção, mas inclusive caciques poderosos do partido que governa o país. Somam-se a isso as parcerias bizarras pelo Brasil afora que acabam passando a falsa ideia de que não há mais diferença de pensamento entre direita e esquerda. Há diferenças. Lula e Dilma podem deitar na mesma cama que Sarney ou com integrantes do novo-rico PSD, mas nunca pensarão da mesma forma. Dilma acredita em um Estado atuante e que exerça um papel determinante em relação a políticas sociais e inclusive elaborando regras para impedir a orgia do mercado financeiro; pelo outro lado, tem aqueles que dizem que programas sociais são coisas de “populistas” e que o governo não deveria intervir na economia somente em momentos de crises para salvar os bancos e grandes empresas. Há, então, pensamentos diferentes e que são amostras da existência da velha direita e esquerda. Vale também lembrar que a direita, ao mesmo tempo em que não tolera a interferência do Estado na economia/mercado financeiro, apoia a intervenção do Estado em aspectos comportamentais como a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a proibição às drogas. Vaja contradição! Hugo Chávez é um excelente exemplo que deixa clara a existência dessas duas doutrinas. Os que o acusam de “ditador” e que comemoraram sua morte são os de direita; os que acham Chávez um semideus e o idolatram ignorando alguns atos antidemocráticos do ex-presidente venezuelano, são esquerda. Simples. Sou pessimista e realista e acho que ambos, esquerdistas e direitistas, são hipócritas. Os esquerdistas que idolatram um político que fechou meios de comunicação são os mesmos que acusam a ditadura militar brasileira de ter sido um bando de facínoras antidemocráticos que impediam o livre discurso; por outro lado, os direitistas que chamam Chávez de ditador apesar de que tenha ganhado em TODAS as eleições de forma democrática e limpa e isso é constatado por institutos internacionais como o presidido por Jimmy Carter, são os mesmos que não se importavam com as ditaduras de homens que NÃO foram eleitos de forma democrática como Pinochet no Chile e os próprios ditadores brasileiros e sul-americanos. Também estes últimos não se importaram que Fernando Henrique tivesse feito o seu “mensalão”, comprado o congresso e aprovado a lei que instituía a reeleição no Brasil, mas se enfurecem que Chávez tenha feito o mesmo. Onde está a lógica? Os esquerdistas não deveriam idolatrar Chávez, pois ele não era 100% democrático apesar de ter sido eleito dessa forma, e os direitistas não deveriam repugná-lo por ser um ditador, pois antes e em outros casos, não se importavam com a doutrina ditatorial e isso justifica o meu uso da palavra hipocrisia. Direita e esquerda existem e sim, são hipócritas. A direita delicia-se com as condenações dos mensaleiros do governo do PT, enquanto que a esquerda faz manifestações em defesa desses condenados; por outro lado a direita não parece incomodar-se com o não-julgamento do mensalão mineiro coordenado pelo presidenciável Aécio Neves que inclusive deveria ter sido julgado antes do mensalão petista porque ocorreu antes. Hipocrisia. Por que a esquerda não se importa que Chávez não tenha sido totalmente democrático? Porque a esquerda defende a ideia de programas sociais, algo que a direita acha um absurdo, pois acredita que o Estado deve ajudar grandes empresas e bancos quebrados e não sua população em situação mais vulnerável e acusa tais governantes de “populistas”, pois, segundo eles, ajudam os pobres para ganharem votos. Por que a direita se importa tanto com a falta de democracia de Chávez quando defendias as ditaduras sul-americanas? Porque Chávez correu do país os investidores internacionais e limitou o poder de grupos empresariais que estupravam a economia nacional não deixando quase nada do lucro do petróleo para a população comum enquanto que nas verdadeiras ditaduras sul-americanas incluindo a menina dos olhos da direita que foi a chilena de Pinochet, o mercado especulativo interno e internacional enchia os bolsos de dinheiro e podia fazer seus negócios sem serem importunados. Os primeiros dizem que a falta de democracia de Chávez é “diferente”, pois a oposição também jogava sujo; os segundos dizem que a “ditadura” de Chávez quebrou o sistema produtivo do país como se a Venezuela fosse um país exemplar antes de Chávez e não uma republiqueta no melhor estilo árabe onde meia-dúzia de famílias dominam o coração da economia que é a produção de petróleo e o resto morre de fome. Vale também comentar um pouco mais sobre as acusações de Chávez ser populista. Segundo a direita, Chávez, Lula, Correa e agora Dilma ajudam as camadas mais carentes e que nunca foram ajudadas de seus países, pois são a maioria e garantiriam as suas continuidades no poder. A primeira conclusão que chego é que, para um político ser bom, deve ajudar ninguém e ser “mau” para que não seja querido pelo seu povo e, consequentemente, não ser reeleito. Deve-se fazer um mau governo, isso é o correto, para ser odiado pelo seu povo e não ser reeleito. Isso é uma estupidez. A lógica máxima e o motivo da existência de um Estado é para fazer uma sociedade melhor e servir atendendo os interesses da maioria. Se algum líder faz isso, será reconhecido pelo seu povo e, muito possivelmente, fará que seu grupo político permaneça no poder. É lógica, não “populismo”. Chávez era um anjo? Não. Um demônio? Não. Chávez tinha coisas boas e coisas más. Desenvolveu programas sociais que permitiram a muita gente frequentar uma universidade o que antes de Chávez era artigo de luxo na Venezuela. Chávez tornou a Venezuela o país com a menor diferença social do continente. Chávez atentou contra a democracia? Claro que sim. Fechou meios de comunicação contrários e tornou a vida de críticos impossível. Merece ser demonizado? Não, fez mais para a maioria da população, apesar de que sucateou grande parte do sistema produtivo do país. Esse sistema de Chávez e Cuba devem ser vistos como ideais? Não, claro que não. O sistema capitalista descontrolado que causou taxas de emprego recorde na Europa chegando a mais de ¼ da população em alguns países como Espanha e Grécia deve ser visto como o melhor de todos? Evidente que não. Podemos analisar o mundo de uma maneira simplista em preto e branco onde temos um certo e um errado? Não, jamais. Existem meios termos que poderiam ser vistos como modelos a seguir? Sim, basta ver que os países com melhor qualidade de vida do mundo são os chamados “estados de bem-estar social” onde o governo cobra muitos impostos, dá serviços de qualidade, controla a economia e a diferença social é pequena. No entanto, pensar assim cansa, o mais fácil é por a camisa de um lado ou de outro e cegamente criticar o lado contrário e fazer vistas grossas para o seu lado. Assim caminhamos todos em direção a estupidez do pensamento preconceituoso.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

50 Tons de Cinza

No clássico de Edgar Allan Poe, a carta roubada que pertencia ao rei foi escondida em cima da lareira, na frente dos olhos de todos que a procuravam desesperadamente. Onde estava a carta? Em um lugar óbvio, na frente de todo mundo para quem quisesse ver. Por que “50 Tons de Cinza” faz tanto sucesso é o que muita gente com muito tempo livre e pessoas que querem entender a banalidade ou o sentido da vida se perguntam. A resposta está ali, em cima da lareira, na frente de todo mundo. Fui OBRIGADO a ler “50 Tons de Cinza”, o Harry Potter para mulheres adultas em sua grande maioria sexualmente frustradas. Digo que fui OBRIGADO porque, como antropólogo sem diploma no meu tempo livre e tempo ocupado, tive que ler o que milhões de mulheres de todo o mundo leem e se regozijam. Respondendo a pergunta, por que essa obra faz tanto sucesso? A resposta, repito, é mais clara do que água de poço: porque é ruim, mal escrito, banal, raso e, agora sim para tocar nas feridas das feministas bigodudas, porque mostra claramente que as mulheres, apesar de tantos sutiãs queimados e de toda essa onda de feminismo e igualdade de sexos, seguem atraídas enormemente pelo homem dominador e, não menos, são atraídas pelo poder. Antes de começar a comentar sobre a obra, me parece curioso que escritores ingleses têm roubado a cena ultimamente no mundo do entretenimento simplório literário. Os americanos são os produtores da grande maioria do lixo cultural eletrônico, mas, pelo menos ultimamente, não conseguem superar os ingleses em termos de lixo escrito, vide o sucesso de Rowland com seu bruxinho sem sal e agora a misteriosa inglesa de Grey (é brilhante a analogia da cor com o sobrenome do autor, algo digno de historinhas vampirescas). O epicentro da história de Grey e sua amante submissa e virgem é o erotismo. O livro vende e atrai milhões de mulheres, pois preenche um nicho de mercado que não havia sido jamais explorado com esse vigor. Rowland encheu seus bolsos fazendo livros para crianças e adolescentes e agora temos o mercado de donas de casa com desejos guardados e imensa vontade subliminar e contida de voltar aos tempos pré-maio de 1968. O erotismo de “50 Tons de Cinza” é de uma pobreza técnica e literária que fez com que eu me constrangesse enquanto lia. É pobre, a linguagem é vazia, infantil, medíocre. O excesso de diálogos que nada dizem, expressões como “tu és muita areia para o meu caminhãozinho” são de uma miséria textual banal. Todo esse público pobre de Grey explica seu fascínio ao dizer que nunca o erotismo havia sido tão bem posto em papel o que é de uma ignorância histórica revoltante. D.H. Lawrence, no início do século XX já escrevia obras recheadas de sexualidade e com um rigor estético louvável. Charles Bukowski, à sua forma, expressava toda a sua devassidão com um simplismo literário que atingia níveis de erotismo e vulgaridade altos, mas com riqueza literária, apesar da simplicidade de suas palavras. Até no desértico mundo literário brasileiro tem um personagem que foi genial quando expressava o sensualismo da mulher brasileira, das morenas das plantações de cacau baianas. Falo de Jorge Amado, um verdadeiro gênio da literatura erótica, com classe. O que prova o lamentável best-seller do momento? O que já havia anunciado anteriormente, comprova que o movimento feminista é coisa de machorra de bigode. As mulheres de fato, que trabalham, vestem terno, têm cachorros no lugar de filhos e que reclamam da falta de tempo mesmo tendo empregada e infindável quantidade de eletrodomésticos, sem contar que agora possuem a ajuda do homem até em tarefas domésticas, estas mulheres, desde as épocas das cavernas, procuram e almejam o macho dominador, o macho alfa, aquele que mija em volta da caverna para deixar bem claro que macho nenhum deve aproximar-se de sua fêmea, aquele que arrasta sua mulher pelos cabelos quando esta se comporta mal. Esse, segue sendo, apesar de toda a hipocrisia do feminismo, o homem desejado pela maioria das mulheres, pelo menos as femininas, um comportamento normal e ordinário no meio de qualquer comunidade de mamíferos. Outra comprovação que pode enfurecer o público feminino é que o conteúdo do livro e sua história de quinta categoria demonstram que estas mulheres, por mais que alguma, em meio a ataques de autoestima e orgulho falsos, negue, são atraídas ENORMEMENTE pelo poder. A estética masculina obviamente que atrai as mulheres, mas é um livro, nenhuma leitora sabe como é a aparência de Grey, se obcecam na personagem simplesmente pelos seus hábitos já citados de macho dominador e, mais do que tudo, pelo seu poder que é expressado através de suas extensões fálicas como seu carro de alta gama, seu helicóptero, sua mansão e etc. Isto atrai. Isto é o que a maioria das mulheres quer de um homem. Jamais pensei que seria capaz de ler tal obra, mas o meu dever de observador pessimista da sociedade atual é mais forte do que qualquer coisa. E, para completar, confesso que também li o livro em poucos dias como afirma a maioria das leitoras e o fiz porque a linguagem é tão pobre e escassa (consegue ser pior que Paulo Coelho!), que, enxugando a obra, deveríamos tê-la impressa em apenas 50 páginas o que já seria um desperdício de celulose.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Palpites Fase de Grupos Libertadores 2013

Grupo 1: Barcelona, Nacional, Boca Juniors, Toluca O Boca Juniors fez a melhor contratação entre todos os participantes da competição, Martínez, ex-Corinthians e deve ganhar o grupo. A segunda vaga será uma disputa acirrada, mas vou de Barcelona. Grupo 2: Sporting Cristal, Libertad, Palmeiras, Tigre Em um grupo parelho, fica a expectativa sobre como o Palmeiras irá encarar a Libertadores quando comece a série B. Apostaria no Libertad para ganhar o grupo e uma disputa entre Palmeiras e Tigre pelo segundo lugar. Vou de Palmeiras. Grupo 3: Arsenal, The Strongest, Atlético Mineiro, São Paulo Dificilmente os dois brasileiros deixarão escapar a vaga. Vou de São Paulo como campeão do grupo e Atlético vice Grupo 4: Vélez Sarsfield, Peñarol, Emelec, Iquique O Vélez conseguiu menos do que merecia nas suas últimas participações na Libertadores. Manteve a base, dessa vez não perdeu jogadores, pelo contrário, confirmou a permanência de Pratto e ainda fez uma contratação surpreendente, Fernando Gago. Ganha o grupo e aposto no Emelec para a segunda vaga. Grupo 5: Corinthians, San José, Millonarios, Tijuana O Corinthians é outro que manteve o seu grupo e é o melhor time do Brasil. Deve ganhar o grupo deixando a segunda vaga para o Millonarios, apesar de que o surpreendente Tijuana do turco Mohamed também pode incomodar. Grupo 6: Santa Fe, Cerro Porteño, Real Garcilaso, Tolima Aposto no Cerro para ganhar o grupo, mas em uma disputa acirrada contra Santa Fe e Tolima apostando nos bogotanos para conseguir a segunda vaga. Grupo 7: Deportivo Lara, Universidad de Chile, Newells Old Boys, Olimpia Aposto no Newells pela manutenção da base apesar do fraco desempenho na pré-temporada, mas tem um técnico experiente e bons jogadores e completo o grupo com a classificação da Universidad. Grupo 8: Fluminense, Huachipato, Caracas, Grêmio O Huachipato surpreendeu ao ganhar o último campeonato chileno, mas não acho que possa tirar a vaga de Fluminense e Grêmio nessa ordem.