sábado, 29 de setembro de 2018

Analogias, Bolsonaro E Hipocrisia


Dias antes de um dos clássicos de maior rivalidade do futebol mundial, Lucas Pratto, centroavante do River disse que seu time tem mais carácter que o seu rival, o Boca Juniors. Eu vi a entrevista e o jogador fez o seu comentário da forma mais educada e inofensiva possível. Quem conhece um pouco da loucura que rege o futebol argentino pode imaginar o "quilombo" que se armou. Meteram-se na discussão outros jogadores, ambos técnicos e os programas esportivos gastaram horas a fio falando da tal provocação.

Teve Pratto a intenção de botar fogo no já fogoso por natureza clássico porteño? Não, em absoluto. Assim sendo, nada gerou tal declaração? Pelo contrário, gerou um incêndio de proporções estratosféricas. Era evitável o comentário tendo em vista a experiência de um jogador com passagens por outros grandes clubes como Vélez Sarsfield, São Paulo e o próprio Boca Juniors? Sim, era.

Onde entra o Bolsonaro no meu texto sobre um jogo de futebol?

O boçal vice do boçal Bolsonaro, general Mourão que acabou de afirmar que não descarta um golpe autofágico contra si mesmo em caso de "anarquia" disse, há alguns meses atrás, levantando polêmica, que o Brasil herdou a indolência indígena, a malandragem do negro e a cultura de privilégios dos ibéricos. Mourão foi bombardeado pela esquerda mais cega brasileira e por parte dos moderados. A esquerda, com a faca entre os dentes saiu disparada a manifestar sua perplexidade contra a ofensa aos negros e indígenas, ainda mais considerando que Mourão, como ele mesmo disse, é descendente próximo de nossos primeiros habitantes.

Aí eu me pergunto: por que ninguém saiu para defender os também ofendidos ibéricos? Será porque esses são brancos e representam o outro lado da disputa? Hipocrisia? Mouraço poderia ter ficado calado.

Falando em hipocrisia, na semana passada, durante a final do US Open entre Serena Williams e Naomi Osaka, final esta vencida pela japonesa negra filha de um haitiano, a derrotada cometeu duas falhas consideradas graves. Muitos (hipócritas?) usaram o futebol, o mesmo esporte que usei na minha primeira analogia e que tantas vezes comento como um exemplo da barbaridade cometida supostamente contra Williams. No futebol os jogadores xingam o árbitro e rasgam camisetas e nada acontece. Pois é, mas o tênis é outro esporte. A torcida é calada pelo juiz. Os jogadores têm servos que os secam e os apalpam. É outro esporte. É outra realidade. Pois nesse esporte, qualquer ato considerado de desrespeito, é punido. A regra vale para todos. E todas. Kyrgios deixa boa parte de suas premiações na conta da Associação Internacional de Tênis, pois tem o hobby de quebrar raquetes. Durante os jogos. Pois eis que Serena quebrou uma raquete. E, no mesmo jogo, chamou o repartidor de justiça de "ladrão". Este a puniu com a perda de pontos e, posteriormente, a federação puniu a americana com uma multa de módicos 17 mil dólares. Digo "módicos" considerando que o prêmio para a perdedora de dita final foi de 1,8 milhão da mesma moeda.

A irmã de Venus chorou em quadra. Em seguida disse ter sofrido um ato de racismo e sexismo. Disse ela que, se fosse um homem, este não seria punido. Um jornal australiano publicou uma charge cômica de Serena representada fidedignamente por uma caricatura dela mesma, ou seja, mulher e negra, destruindo uma raquete. O jornal foi bombardeado por críticas de uma esquerda enfadonha. No mesmo jornal havia charges de Trump. Homem e branco representado como um homem e branco.

A direita raivosa brasileira não perdoa o tríplex do Lula. A mesma direita acredita piamente que a capa da Forbes que dizia ser Lula um dos homens mais ricos do mundo é verdadeira. Não perdem a chance de sorrir sorrateiramente a cada nova negação de liberdade da pessoa Lula ou do candidato Lula. Também fazem vistas grossas às declarações da ONU de que Lula deveria estar solto até a finalização de seus recursos e, como consequência, poderia ser candidato. Não. Lula deve apodrecer na cadeia, pois é ladrão. De esquerda. Ou pelo menos autointitulado de esquerda. A mesma indignação não aparece quando o criminoso é de direita. Por quê? Não estamos todos juntos na luta contra a corrupção? A mesma direita afirma sem titubear que o PT mandou esfaquear Bolsonaro. No entanto, defende a sua grande amante, a ditadura dos ustras da vida que também esfaqueavam prisioneiros. E, pelo lado de Bolsonaro, já dizem que, em caso de derrota, esta será causada por fraudes nas urnas eletrônicas. Será essa “fraude” considerada “anarquia” por Mourão?

Não sou contra Bolsonaro por ele ser racista e machista, pouco este consegueria fazer contra essas minorias. Sou contra Bolsonaro por este ser o mais vazio de todos os candidatos. Bolsonaro existe por mexer com o imaginário de boa parte da população que jamais aceitou a mudança de costumes de nossa sociedade. Já não se pode mais bater em mulher ou chamar de vagabunda, humilhar negros ou índios, gozar dos afeminados. Isso é “mimimi” pós-moderno. Agora não se pode mais. Há leis que proíbem. Esse público não se interessa pelo primordial que um candidato ao cargo mais importante do país deve apresentar que são projetos econômicos, ideias de como melhorar a sociedade, a vida de todos. Isso pouco importa até porque, acompanhando as declarações públicas do mito, nota-se que ele mais parece um adolescente mimado querendo chamar a atenção e ganhar mais presentes. Bolsonaro não se preparou e sabe que isso pouco importa. Não tem um plano, não tem ideias. As que tem, são todas intromissões nas vidas pessoais de cidadãos, mas nada relativo ao funcionamento da nação. É um Tiririca com grife. Sua cara ao ser perguntado pelos juros definiu bem sua banalidade. Não tinha a menor ideia do que dizer. Ciro Gomes defende a retirada dos nomes sujos do SPC enquanto que a candidata do PSTU diz que vai estatizar as grandes empresas do país. Ambas ideias absurdas, eleitoreiras ou devaneios de uma esquerda parada no tempo como os eleitores de Bolsonaro, mas pelo menos eles têm ideias. Bolsonaro não tem. Quer ser presidente via eleições democráticas, mas sente saudades da não existência dessa mesma democracia. É contra o aborto, é contra os direitos de homossexuais, legalização das drogas (mas sim das armas) e isso o torna um "mito". O mito das obviedades. Aposta num demônio que habita o interior de muitos daqueles que jamais aceitaram as mudanças de comportamentos que vêm acontecendo com o passar dos anos e que abominam o comunismo (programas sociais que estimulam a vagabundagem). E, quando abre uma exceção e aborda algo mais relevante aos rumos da nação, são apenas ideias retrógradas, como a tal nova constituição de Mourão elaborada por “ilustres”, algo que nem a famigerada Venezuela fez.

Mesmo sabendo que isso "é o de menos" e que não deve interessar aos seus seguidores, recomendo que estes revisem os votos de Bolsonaro ao longo de seus anos de vida pública em temas realmente relevantes, temas econômicos. Os desavisados vão se surpreender, mas o mito votou quase sempre em sintonia com o...PT, o partido de Lula, o partido do maior criminoso da histórias da Via Láctea que, entre outros crimes, mandou o pedreiro matar o mito e tirá-lo da vida e entrá-lo na história.

Definição de "anarquia" segundo o Google: "ausência total de estrutura governamental em um estado".

Será esse o "golpe" do triunvirato mito, Mourão e Alexandre Frota? Ganhar as eleições, declarar que não têm qualquer ideia do que fazer a partir do dia primeiro de janeiro e cumprir a promessa do índio anti-índios, negros e ibéricos? Faço sinal de armas com as duas mãos e deixo meus três leitores a pensar com a definição de "mito": seres sobrenaturais e extraordinários que realizam atos prodigiosos, tais como deuses, heróis, monstros ou personagens fantásticos.

Uma pessoa que sempre viveu como político pulando de partido em partido e tem como sua maior conquista a justificação do não estupro de uma colega é um mito? Eu tenho certeza que sim.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Temporada 2017-2018


Ao final de mais uma Champions League e Copa do Mundo, atualizo o melhor ranking de futebol já feito, o único baseado somente em argumentos sólidos, ou seja, o meu.

Segue a lista dos 50 gigantes do futebol mundial:

1.     Real Madrid - Espanha;
2.     Bayern Münich - Alemanha;
3.     Barcelona - Espanha;
4.     Milan - Itália;
5.     Juventus - Itália;
6.     Boca Juniors - Argentina;
7.     Peñarol - Uruguai;
8.     Manchester Utd - Inglaterra;
9.     Ajax - Holanda;
10. Porto - Portugal;
11. Inter - Itália;
12. Liverpool - Inglaterra;
13. Nacional - Uruguai;
14. Independiente - Argentina;
15. River Plate - Argentina;
16. Benfica - Portugal;
17. São Paulo - Brasil;
18. Olimpia - Paraguai;
19. PSV - Holanda;
20. Santos - Brasil;
21. Celtic - Escócia;
22. Corinthians - Brasil;
23. Olympiakos - Grécia;
24. Estudiantes - Argentina;
25. Dortmund - Alemanha;
26. Vélez Sarsfield - Argentina;
27. Flamengo - Brasil;
28. Palmeiras - Brasil;
29. Grêmio - Rio Grande do Sul;
30. Atl Madrid - Espanha;
31. Internacional - Brasil;
32. Estrela Vermelha - Sérvia;
33. Feyenoord - Holanda;
34. Colo Colo - Chile;
35. Dinamo Kiev - Ucrânia;
36. Chelsea - Inglaterra;
37. SC Anderlecht - Bélgica;
38. Nacional - Colômbia;
39. Dynamo Dresden - Alemanha;
40. Rangers - Escócia;
41. Arsenal - Inglaterra;
42. Steua Bucarest - Romênia;
43. Galatasaray - Turquia;
44. Marseille - França;
45. Cerro Porteño - Paraguai;
46. Cruzeiro - Brasil;
47. San Lorenzo - Argentina;
48. Vasco - Brasil;
49. Rosenborg - Noruega;
50. Saint-Etienne - França.

13 maiores seleções da história:

1.     Brasil;
2.     Alemanha;
3.     Itália;
4.     Argentina;
5.     França;
6.     Espanha;
7.     Uruguai;
8.     Inglaterra;
9.     Holanda;
10. Croácia;
11. Rússia;
12. Bélgica;
13. Ucrânia.

10 melhores ligas nacionais historicamente:

1.     Espanha;
2.     Itália;
3.     Inglaterra;
4.     Argentina;
5.     Brasil;
6.     Alemanha;
7.     França;
8.     Portugal;
9.     Holanda;
10. Uruguai.

Seleção da temporada no esquema 4-4-2 sem importar as posições específicas:

De Gea (Manchester Utd - Espanha);
Vertonghen (Tottenham - Bélgica);
Geromel (Grêmio - Brasil);
Marcelo (Real Madrid - Brasil);

Modric (Real Madrid - Croácia);
Kroos (Real Madrid - Alemanha);
De Bruyne (Manchester City - Bélgica);
Silva (Manchester City - Espanha);

Messi (Barcelona - Argentina);
Salah (Liverpool - Egito),

Bola de ouro: Salah.

Seleção da Copa do Mundo 2018 (3-4-3):

Courtois (Bélgica);
Varane (França);
Pavard (França);

Meunier (Bélgica);


Modric (Croácia);
Kanté (França);
Pogba (França);
Hazard (Bélgica);

Perisic (Croácia);
Mbappe (França);
Cavani (Uruguai).

Melhor da Copa: Modric.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Fascismo E Comunismo


O fascismo e o comunismo nasceram na mesma época. Terão sido primos que se odiavam? Longe disso. Fascismo e comunismo nada foram além de dois sistemas totalitários que necessitavam um do outro para crescer. Eram a mesma coisa e necessitavam de autofagia para alcançar seus objetivos. Duas doutrinas totalitárias que fizeram do século XX um dos mais mortíferos da história da humanidade. Ambos fizeram de seus partidos únicos sinônimos de Estado. Hitler admirava Stalin que, por sua vez, se encantava com a audácia do führer. Concomitantemente, ambos se temiam, pois sabiam da forca negra de seu oponente. Hitler justificava parte de seus atos devido à uma suposta ameaça comunista já que a União Soviética sempre viu na Alemanha sua porta de entrada ao oeste corrompido pela classe burguesa vitoriosa na Revolução Francesa; Stalin não pensava diferente. Ao mesmo tempo em que admirava o ódio de Hitler à burguesia, o temia, foi o único líder mundial a se dar conta de que os planos de Hitler não eram somente uma ilusão de um homem demente. Percebeu Stalin que "Minha Luta" não era apenas um livro esquizofrênico e sim um plano de governo, um plano de nova ordem mundial.

Passaram-se muitos anos, os fascistas acusavam Stalin de ter matado mais que Hitler enquanto que o novo comunismo europeu dizia que jamais a sociedade do velho continente poderia ceder aos encantos de tiranos assassinos como Hitler e Mussolini.

Passaram-se ainda mais anos e parece que poucas coisas mudaram, tanto na Europa quanto na América, mais precisamente na república brasileira. Os chamados "liberais" europeus e americanos, apoiados pelo poder midiático dos novos formadores de opinião da pós-modernidade, ou seja, celebridades, acusam qualquer pessoa que se opor aos seus ideais como sendo um fascista. Ao mesmo tempo circulam com bandeiras louvando o comunismo, este mesmo de Stalin e dos milhões de mortos.

Mais abaixo, a direita brasileira justifica seus golpes, tanto o militar de 1964 quanto o golpe "legal" de Temer como sendo uma forma de escapar de um comunismo sombrio que, até eles, sabem que jamais existiu nos poucos anos do PT no estrelato. De dedo em riste justificam suas manifestações por não aceitar que seu amado país se torne uma Venezuela ou uma Cuba, países liderados por ditadores. No entanto, com a outra mão, limpam suas nádegas untadas de matéria fecal ao defender a volta dos bons tempos, o período ditatorial brasileiro.

O ódio não está contra a ditadura. O defendido não é a democracia. O ódio é contra o ditador alheio.

Lula foi retirado do poder acusado de ter recebido de presente de uma construtora amiga um apartamento de 250 metros quadrados em uma cidade extremamente pouco atrativa. Calcula-se que o imóvel dado a Lula por bons serviços prestados ao capitalismo vale em torno de 2 milhões de reais. Terá sido esse o único presentinho recebido por Lula em 13 anos? É bem provável que não. Não obstante, foi por isso que Lula gerou esse clamor popular em torno de sua possível prisão e hoje passa suas tardes andando de um lado para o outro em uma cela de 15 metros quadrados na fria Curitiba.

Vários políticos britânicos caíram em um escândalo de alguns anos atrás devido ao mau uso de suas verbas de gabinete. Um deles nem esperou a pressão popular e renunciou. Gastou 15 mil libras em gastos em sua casa. Outros impolutos políticos locais também gastaram um pouquinho menos que isso em coisas que de nenhuma forma se relacionavam com seus cargos. Foram colocados na forca pela sociedade local.

Bacana que no Brasil também seja assim. Mesmo sendo 2 milhões de reais um dinheiro que cairia bem a qualquer trabalhador brazuca empregado com trabalho intermitente, há de se dizer que, nos tempos atuais, é um valor irrisório. Mas repito: excelente atuação de nossa sociedade civil ao não aceitar, sob nenhuma circunstância o abuso ao erário nacional.

Pois Aécio Neves, o adversário derrotado por Dilma e presença habitué nas manifestações contra a corrupção, sempre bem acompanhado por heróis nacionais como Geddel, Luciano Huck e companhia, não para de ser citado por amigos. Ou seriam ex-amigos?

Aécio representava o sonho de nossa elite e classe média decentes e de bons costumes. Bonitão, rico, de boa família, branco, fazendeiro, casado com uma mulher linda e loira, era o candidato daqueles que acreditavam em sua retórica moderna. Modernizar o Brasil, esse era o lema de Aécio. O enlatado perfeito. Um Collor voltando das trevas. Não colou. O Brasil elegeu Dilma e Aécio vestiu verde e amarelo e foi para a rua. E, depois disso tudo, Aécio até ameaçar matar o próprio primo ameaçou.

Só nos últimos meses Aécio foi acusado, por diferentes fontes, de ter recebido 130 milhões de reais, o suficiente para...não sei, 130 Ferraris, 65 tríplex no Guarujá, 3 toneladas de cocaína que poderia até sair mais barato devido à sua amizade com o clã Perrella, uns 20 jatinhos ou, imagine, daria até para construir um aeroporto para seus jatos em suas terras, algo que, diga-se de passagem, o bonitão fez em suas terras em Cláudio, em Minas Gerais.

Nas últimas semanas também, depois do aparecimento do "quadrilhão do MDB" agora temos também o quadrilhão do PP, liderado por Ciro Nogueira, que, segundo as más línguas, recebia malas de 500 mil reais com uma frequência invejável, aliás, usando o método já consagrado por Loures e Geddel em suas captações de recursos para alguém que, segundo outras línguas mais do que afiadas, dizem ser o atual presidente, Michel Temer que, aliás, foi citado dois dias atrás por um policial militar que também afirma ser um dos carregadores de mala do presidente. Malas enviadas pelo coronel amigo com 12 tríplex no Guarujá em sua conta? 

Fala-se muito numa tal reforma de um sítio em Atibaia. Aparentemente funcionários da Odebrecht deixavam até de usar uniformes para fazer os trabalhos. Mais uma forma ortodoxa de agradecimento da família Odebrecht a quem tanto os ajudou. Pois Temer não nega que foi parte do governo petista. A reforma da casa de sua filha também foi feita por esse mutirão desuniformizado. Ou será que usavam camisas do Neymar? Os pagamentos dos materiais eram feitos em dinheiro em negócios locais. Terá ficado mais bonito o sítio de Atibaia ou a casa da filha de Temer? Falando na família de Temer, parece que seu filho, Michelzinho, não fica muito atrás. Deve ser tanto ou mais brilhante que o pai. Digo isso, pois o pequeno, aos nove anos de idade, já tem até imóveis próprios, fruto de suas mesadas nao afetadas pelos cortes no orçamento.

Mas agora a pergunta que não quer calar, ou pelo menos que cala àqueles a quem direciono essa pergunta? Por que não há mais pressões nas ruas? Greve de caminhoneiros que nos transformou na Venezuela tão mencionada pelos verde e amarelos, o desemprego que acabaria com a reforma da legislação trabalhista segue aumentando, o dólar...lembro de um amigo antipetista que mora fora agradecendo ao governo do PT por ter causado a desvalorização do real o que deixava a sua moeda estrangeira mais valiosa do que nunca...pois é , o dólar atinge valores recordes. Seguem aparecendo recibos falsos, tem até um novo esporte nacional, corrida com malas, amigos de Serra com 120 milhões na Suíça...e nada acontece. Não somos mais convocados a irmos para as ruas, camisas do Neymar são usadas exclusivamente para ver a seleção na Rússia, o que aconteceu? A prisão do Lula transformou o Brasil na Suíça? Ou esses milhões que aparecem em malas e na própria Suíça não comovem tanto como os milhões que Lula ganhou devido a ajuda e suor dedicados a seus amigos mais pornograficamente próximos?

Nada a fazer. A solução é a ditadura. O segundo candidato mais bem colocado nas pesquisas, o primeiro está preso, diz que seu sonho era um ministério composto por militares. O amigo coronel de Temer seria convidado? E o almirante da Eletrobrás? Ou os militares que coordenaram as obras de vital importância para nosso pais como a Transamazônica, estrada de custo bilionário que conecta nada a lugar algum, serão chamados para bater de frente com Odebrecht, OAS e amiguinhos reformadores de casas e sítios de presidentes e ex-presidentes? A censura acabará com a corrupção no melhor estilo militar?

O que não aparece não existe, dizia o outro.